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A importância da Literatura Infantil

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Era uma vez, uma arte milenar que virou tradição no mundo inteiro: contar histórias. Esta era uma forma encontrada por povos antigos de transmitir suas crenças e suas culturas. Com o passar do tempo, o registro gráfico de contos, lendas e mitos, aos poucos foram sendo executados. Novas versões de um mesmo conto aconteceram, assim, as histórias foram sofrendo alterações e ganharam desenhos, inicialmente em preto e branco e mais tarde foram apresentados ao leitor com belas ilustrações.

Com a possibilidade cada vez maior de circulação de informações os contos se proliferaram e ganharam o mundo através dos livros, que aos poucos foram substituindo os contadores de praças. Depois vieram nossos avós, os pais, familiares e as historinhas atravessaram gerações. Com a modernidade, outros recursos foram sendo utilizados como o cinema, a televisão e agora o computador. Estes recursos deram formas dinâmicas aos personagens, deram vida e vozes muito próximas a realidade, personagens que antes dependiam apenas de nossas imaginações ganham vida própria, será que tornaram-se mais sedutores do que os bons e velhos livros?

Talvez não, o livro resiste bravamente e pode e sua utilização deve ser incentivada, não como obrigação, mas acima de tudo como prazer. Uma via de manifestação da fantasia e um recurso valioso que leva ao caminho da descoberta e da aprendizagem. Ao lermos um bom livro viajamos, conhecemos culturas, hábitos, povos diferentes, despertamos sentimentos que nem imaginaríamos e ainda, utilizamos recursos internos únicos.

É também ouvindo historias que as crianças entram em contato com o mundo da escrita. No momento em que alguém lê para uma criança acontece o deciframento das palavras, aquelas pequenas letras aos poucos ganham significações, inicialmente realizadas por um tradutor, em geral pais, avós, irmãos mais velhos, mais tardes os professores. E é através desse imaginário que os pequenos futuros leitores têm a chance de elaborar e projetar sentimentos como medo, coragem, alegrias, tristezas, tranqüilidade, insegurança. A criança experimenta sensações ambíguas sem, no entanto, desistir delas, pois faz parte de seu amadurecimento emocional. É como diz Abramovich “é sentir e enxergar com os olhos do imaginário”.(1980).

Para Bettelheim, um dos psicanalistas que se interessou pelos temas dos contos de fadas, as crianças se identificam com os contos porque “eles falam de sua impressões internas graves de um modo que elas inconscientemente compreendem e – sem menosprezar as lutas interiores mais sérias que o crescimento pressupõe – e oferecem exemplos tanto de soluções temporárias quanto permanentes para as dificuldades prementes”. 2 Ou seja, o que acontece é que podemos claramente observar é que a criança quando ouve ou lê histórias têm a oportunidade de projetar seus sentimentos, de se identificar com personagens, mesmo que em alguns momentos seja o herói e em outras o vilão, o protetor ou protegido.

A fantasia pode ser vivida com intensidade, dando a chance à criança de aprender e a lhe dar com alguns de seus conflitos internos, ou até mesmo externos. As carências e medos são despertados com intensidade. As elaborações permitem ao pequeno sujeito se desenvolver colocando o desejo para funcionar, desenvolvendo o afeto e a curiosidade pelos elementos dos livros.

A literatura infantil é também uma forma importante de transmissão cultural, através dela as crianças tomam conhecimento de hábitos e maneiras de viver de povos distantes. Entramos em contato com diferentes narrativas e podemos relacionar com fatos e costumes históricos.

Apesar de todos os recursos tecnológicos atuais, dificilmente uma criança deixa de se envolver com uma boa leitura de história. Estão aí as feiras de livros que não nos deixam mentir, cresce cada vez mais a produção de livro infanto-juvenil. Recentemente tivemos o “boom” dos livros da série O Diário de Um Banana, apesar de todas as duras críticas feitas à obra, seu sucesso entre pré-adolescentes é inegável. Assim como na época do Harry Potter, quando a autora trouxe de volta a magia dos clássicos livros infantis com sua pitada de abracadabras, bruxos e vassouras voadoras. Também fala do desamparo, das conquistas, da sabedoria e do mistério, a autora vai assim resgatando as misturas que fazem parte do universo mágico infanto-juvenil.

Walt Disney também foi muito criticado pelas versões que deu aos contos clássicos de autores como Perrault, Jacob Grimm e Wilhelm Grimm (mais conhecidos como os Irmãos Grimm), Andersen e outros. Em alguns contos Disney faz profundas modificações, mas, mesmo assim, ainda considero que ele foi, em grande parte, responsável pelo retorno do interesse nos contos clássicos. Claro que sua difusão acabou sendo melhor aproveitada pela cinematografia, no entanto,  a produção literária teve seu impulso incentivado por sua obra.

No Brasil temos autores maravilhosos como Monteiro Lobato, Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Ziraldo, que não só explanam o universo infantil, como difundem o Folclore brasileiro através de suas lendas e culturas.

Contar e criar histórias são dois exercícios ricos e interessantes que revelam coisas que nem sabíamos que sabíamos, além de interagirmos com um mundo que por vezes ficou adormecido nos recantos de nossas infâncias.

“Os temas dos contos de fada não são fenômenos neuróticos, algo que alguém se sente melhor entendendo racionalmente de forma a poder se livrar deles. Tais temas são vivenciados como maravilhas porque a criança se sente entendida e apreciada bem no fundo de seus sentimentos, esperanças e ansiedades, sem que tudo isso tenha que ser puxado e investigado sob a luz austera de uma racionalidade que ainda está aquém dela. Os contos de fadas enriquecem a vida da criança e dão-lhe uma dimensão encantada exatamente porque ela não sabe absolutamente como as estórias puseram a funcionar seu encantamento sobre ela.”2

As crianças estão constantemente envolvidas com o mundo lúdico e a leitura pode e deve fazer parte desse mundo, mostrar figuras, deixar que as crianças analisem o que nelas contém e dar a oportunidade do afloramento da imaginação pode fazer parte de um jogo criativo e prazeroso.

Abramovich nos diz sabiamente, “Imaginar é também recriar realidades”. E prossegue mais adiante “Pois é só estarmos atentos ao nosso processo pessoal, às nossas relações com os outros e com o mundo, à nossa memória e aos nossos projetos, para compreender que a fantasia é uma forma de ler, de perceber, de detalhar, de raciocinar, de sentir o quanto a realidade é um impulsionador (e dos bons!!!) para desencadear nossas fantasias…1 (p. 138)

A escola é considerada por Nelly Coelho (2000), como um lugar privilegiado para o encontro com a literatura para esta autora “os estudos literários (…) estimulam o exercício da mente; a percepção do real em suas múltiplas significações; a consciência do eu em relação ao outro; a leitura do mundo em seus vários níveis e principalmente, dinamizam o estudo do conhecimento da língua, da expressão verbal significativa e consciente – condição sine qua non para a plena realidade do ser”.3

Não se lê história apenas para quem ainda não sabe ler, pelo contrário, a arte de contar histórias atravessou o mundo e o tempo, e inicialmente ela era contada principalmente para adultos.Temos a Bíblia como um exemplo perfeito disso.

Foi dessa maneira que o homem encontrou uma forma de transmissão de valores morais e culturais, transmitiu suas crenças e seus costumes, muitas histórias transmitem mitos, lendas e folclore. Geralmente, as histórias contêm em si uma mensagem, o que é comumente falado como a “moral da história”. Algumas dessas mensagens são otimistas e outras amedrontadoras; como Pinóquio que era delatado com o crescimento de seu nariz ao mentir.

“O ouvir historinhas pode estimular o desenhar, o musicar, o sair, o ficar, o pensar, o teatrar, o imaginar, o brincar, o ver o livro, o escrever, o querer ouvir de novo (a mesma história ou outra). Afinal, tudo pode nascer dum texto! No princípio não era o verbo? Então…” (Abramovich, 1997, p 22)

Na sala de aula o que deve ser despertado inicialmente é a curiosidade, conseqüentemente o prazer de ler, a leitura obrigatória só afastará os futuros leitores. Os chamados livros para-didáticos têm sido usados de maneira a incentivar a leitura, no entanto, o que tem sido observado é que as crianças acabam criando aversão a eles e afastam-se ao invés de se aproximarem do livro. A obrigatoriedade de preencher uma ficha ao final da leitura do livro, parece roubar o prazer, é mais uma testagem de verificação para ver quem leu ou não do que uma interpretação bem explorada do que o aluno absorveu da leitura.

Muitos estudos estão sendo desenvolvidos por pesquisadores nas Universidades sobre o efeito do aproveitamento da literatura infanto-juvenil como um processo facilitador da aprendizagem da lecto-escrita em crianças em fase de alfabetização, e os resultados têm sido muito positivos.

Os livros são perfeitos estimuladores da visão de mundo, da percepção, facilitam a comunicação, possibilita o desenvolvimento da imaginação e autonomia de pensamento. Alguém que lê e que ouve histórias desenvolve a memória, a linguagem, a leitura e conseqüentemente a escrita.

Texto escrito por Rita Simone Rossi C. Amado

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  1. ABRAMOVICH, Literatura infantil. Gostosuras e Bobices. SP, Ed. Scipione, 1997.
  2. BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. Rio de janeiro, Ed. Paz e Terra, 1980.
  3. COELHO, Nelly N. Literatura Infantil. Teoria. Análise. Didática. SP: Moderna, 2000.
  4. GILLIG, Jean-Marie. O conto na psicopedagogia. Porto Alegre: ARTMED, 1999.

 

 

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Obesidade infantil

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Pais têm dificuldades de ver sobrepeso dos filhos, mostra estudo americano. Muitas vezes, isso acontece por medo de julgamento: reconhecer o problema pode significar que não cuidam bem de suas crianças

Aos olhos dos pais, eles são uma fofura. Pernas roliças, barriga redonda, bochechas boas de apertar. Essas características podem, contudo, ser o sinal de alerta do excesso de peso. A epidemia de obesidade que se espalha por todo o mundo não é um problema exclusivo de adultos: pessoas de todas as idades se encaixam no quadro. Segundo a Organização Mundial da Saúde, um terço das crianças e dos adolescentes já está obesa. No Brasil, 15% dos indivíduos dos 10 aos 19 anos encontram-se acima do peso e, na faixa de 5 a 9, a gordura corporal em demasia chega a atingir 38,8% da população.

Ainda assim, um estudo publicado no jornal médico Childhood obesity indicou que os pais subestimam o sobrepeso e a obesidade nos filhos. Essa é uma tendência que vem piorando ao longo do tempo, afirmaram os pesquisadores. Depois de analisar dados epidemiológicos dos institutos de saúde e nutrição dos Estados Unidos coletados de 1988 a 1994 e 2007 a 2012, a equipe de Dustin T. Duncan, do Departamento de Saúde Populacional da Universidade de Nova York, constatou que, atualmente, 94,9% das famílias avaliam erroneamente o status corporal das crianças em idade pré-escolar (2 a 5 anos), afirmando que estão no peso normal quando, na verdade, se encaixam nos padrões de sobrepeso/obesidade. Esse percentual é 30% maior que o verificado no período anterior.

A pesquisa mostrou que os pais não subestimam apenas um leve excesso de peso. De fato, algumas famílias avaliaram seus filhos já obesos como se estivessem em forma ou mesmo abaixo do peso normal. “Principalmente nessa fase da vida, isso é muito grave. Porque é no estágio pré-escolar que as atitudes e os comportamentos, como preferências e hábitos alimentares, além de atividade física, são moldados”, observa Duncan. “Essa é uma idade crítica para manter um estilo de vida saudável, que a criança provavelmente adotará para o resto da vida. A percepção que os pais têm do peso do filho pode ser um importante fator de prevenção da obesidade, ou de facilitação dessa condição, no caso da percepção ser errada”, diz.

O pesquisador esclarece que essa não é a primeira vez que se constata, estatisticamente, a tendência dos pais de subestimar o peso das crianças. Contudo, diz que, até onde sabe, a análise foi pioneira ao indicar que esse problema está piorando ao longo dos anos. Ele diz que é preciso investigar melhor o motivo por trás desse aumento. Mas Duncan tem um palpite: “É provável que a percepção errada aumente à medida que também cresça a prevalência da obesidade infantil”, afirma.

Diretora do Departamento de Obesidade Infantil da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), a endocrinologista Maria Edna de Melo observa que, no geral, pais obesos de fato tendem a enxergar os filhos como estando com peso normal. Ela ressalta que isso ocorre até nos consultórios médicos. “Muitas vezes, o profissional de saúde também está acima do peso e acaba subestimando a obesidade da criança”, diz. Outro motivo apontado por Dustin T. Duncan na pesquisa da Childhood obesity é o medo do julgamento. “Para alguns pais, reconhecer que os filhos estão com um peso não saudável pode ser o mesmo que dizer que eles não cuidam bem de suas crianças”, diz o pesquisador.

Estereótipo

Há um outro problema, destaca Alyssa Lundahl, psicóloga da Universidade de Nebraska, nos EUA, que realizou um levantamento semelhante ao conduzido por Duncan. “O estereótipo é algo muito forte. Normalmente, o sobrepeso e a obesidade infantil são retratados de forma severa, com imagens de obesos mórbidos, o que pode distorcer a compreensão que os pais têm do que é o sobrepeso e a obesidade”, pondera a especialista americana. No estudo que ela coordenou, publicado na revista Pediatrics, uma das formas de avaliar a percepção sobre o peso das crianças era mostrar aos participantes fotos de meninos e meninas com peso baixo, peso normal, sobrepeso e obesidade. Mais de 50% das imagens foram analisadas de forma incorreta.

A endocrinologista Maria Edna de Melo, que também coordena a liga de obesidade infantil do Hospital das Clínicas da USP, observa que não se deve confiar nos olhos quando o assunto é peso. “Eu mesma, às vezes, olho uma criança e acho que está com peso normal porque algumas são aparentemente magras”, reconhece. Porém, ela jamais deixa de colocar as informações dos pacientes na curva de escore-z de IMC, o método apropriado para calcular a obesidade infantil. A curva indica a posição relativa do índice de massa corporal da criança dentro de sua faixa etária e sexo. Para que os pais possam fazer essa avaliação, a página da Abeso oferece a ferramenta on-line, em www.abeso.org.br/atitude-saudavel/curva-obesidade.

O autor da pesquisa publicada na Childhood obesity defende que os profissionais de saúde se envolvam mais na questão do peso dos pequenos pacientes e passem a orientar melhor os pais. “Precisamos que a comunicação entre pediatras e pais seja mais eficaz. O reconhecimento do status de peso é o primeiro passo para conseguirmos efetivar estratégias bem-sucedidas de combate à obesidade”, afirma.

Quanto mais cedo isso for feito, melhor. Maria Edna de Melo conta que no Hospital das Clínicas da USP, as crianças de até 5 anos são as mais fáceis de trabalhar porque o controle da alimentação e das atividades físicas nessa faixa depende quase exclusivamente dos pais. Dos 5 aos 12, os pequenos passam a questionar mais. Somente entre 14 e 15 anos, é que se mostram dispostas a deixar a obesidade para trás. “Nessa idade, elas já passaram por muito sofrimento, muito bullying”, observa a médica.

Fonte: Paloma Oliveto – Correio Braziliense

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Sexualidade Infantil

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“A gente tá de mãos dadas, passeando com o cachorro. Eu e o Luís.” Aluna de 4 anos

Apreciar a textura de um sorvete, relaxar numa massagem, desfrutar o beijo da pessoa amada: tudo o que se relaciona ao prazer com o corpo está ligado à sexualidade, e é demonstrado de várias formas. O fato é que esse campo do desenvolvimento humano pode ser entendido num sentido mais amplo e deve incluir a conscientização sobre o próprio corpo e a forma de se relacionar amorosamente.

De modo geral, é possível falar em três “frentes de descobrimento”, que ocorrem paralelamente: a da dinâmica das relações afetivas, a do prazer com o corpo e a da identificação com o gênero.

Tudo se inicia com a primeira percepção de prazer: o ato de mamar, uma ação que dá alívio ao desconforto da fome e que intensifica o vínculo afetivo, baseado na sensação de cuidado e acolhimento. “A ligação entre mãe e bebê é um embrião relacional que, mais adiante, será desafiado com a percepção de que a figura materna desvia sua atenção para outras pessoas, como o pai ou um irmão”, explica Ada Morgenstern, psicanalista e professora do Instituto Sedes Sapientiae, em SP.

Ao constatar que não é o centro das atenções, a criança sente certo abalo em seu “reinado”, mas também percebe que a sensação boa de se relacionar pode ser estendida para além da figura da mãe. Inicialmente, ela se volta para outros membros do contexto familiar e, em seguida, depois do primeiro ano de vida, para fora dele. Essas relações dão uma referência à criança sobre sua própria identidade.

Um dos pioneiros a estudar a exploração do prazer corporal foi Sigmund Freud (1856-1939), criador da psicanálise, que chocou a sociedade de sua época ao falar da sexualidade infantil – rompendo com a imagem da criança inocente, assexuada. Ele mapeou o desenvolvimento nesse campo em diferentes fases, cada uma valorizando o prazer em uma região do corpo.

A primeira delas é a fase oral, que se estende até os 2 anos, na qual os pequenos concentram na boca a maior parte das sensações de prazer. Em seguida, passa-se à fase anal (em torno dos 3 e 4 anos), quando a criança ganha controle sobre os esfíncteres e passa pelo processo de largar as fraldas. Nesse momento, se sente bem em eliminar ou reter urina e fezes, fazendo do ânus uma região de prazer.  Depois os pequenos descobrem o prazer genital e investem nessa exploração do próprio órgão sexual. Esse período pode ocorrer a partir dos 3 anos e se estender até 5/6 anos. Depois dele, instaura-se um período de latência, em que as questões da sexualidade ficam secundárias nas inquietações infantis (até a puberdade). A separação por fases tem a intenção de facilitar a compreensão sobre o amadurecimento da sexualidade e não pode ser entendida como algo estanque, que ocorre linearmente.

Nesta fase as crianças podem começar a perguntar sobre sexualidade, sobre a concepção dos bebês, etc. É importante responder com segurança, e se limitar ao foco questionado, sem maiores explicações.

A partir dos seis anos, depois de conhecerem as diferenças entre os sexos, a curiosidade aumenta, os desafios entre os colegas da idade também, e podem surgir brincadeiras de cunho sexual.

***Continuem por dentro deste tema sexualidade. No próximo Post daremos continuidade ao assunto, dando um foco maior nas brincadeiras sexuais e a masturbação infantil. Fiquem ligados! 

Texto escrito por Gabriela Camarotti

Fontes:

Zavaroni, D. M. L.; Viana T. C.; Celes L. A. M. (2007). Estudos de psicologia. A constituição do infantil na obra de Freud

Informações do Instituto Sedes Sapientiae

Revista Nova Escola – Edição de Dezembro/2014