Posts

O letramento precoce pode ser prejudicial

entenda-por-que-o-letramento-precoce-pode-ser-prejudicial

O letramento precoce é um assunto permeado por controvérsias. Enquanto algumas instituições de ensino apostam em atividades ligadas à leitura e à escrita, outras defendem a ideia de que é preciso preparar a criança antes de abordar esse tipo de assunto.

Introduzida pelo filósofo e educador austríaco Rudolf Steiner (1861-1925) em 1919, a pedagogia Waldorf defende que os pequenos (com até 7 anos de idade) tenham apenas uma responsabilidade na escola: brincar. Ao participar de jogos e atividades lúdicas, meninos e meninas desenvolvem diversas habilidades, entre físicas e motoras, além de um estímulo essencial para a vida: a confiança. Segundo a teoria, nessa fase o aluno tende a gastar muita energia e se prepara fisicamente – isso é fundamental para o seu desenvolvimento neurológico e sensorial. Tais capacidades refletem em domínio corporal, linguagem oral e, principalmente, contribuem para a inteligência da criança.

Em poucas palavras: na educação infantil, aprimorar essas características é mais importante do que aprender a ler o próprio nome. “Eliminar atividades que favorecem a criatividade e o pensamento pode ter consequências graves. Infelizmente, muitas dessas práticas estão sendo substituídas pela escolarização antecipada”, alerta Luiz Carlos de Freitas, diretor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Os ideais disseminados pelo croata têm ligação direta com estudos elaborados por outro profissional de renome na área, o psicólogo bielorrusso Lev Vygotsky (1896-1934). Ele dizia que a alfabetização é resultado de um processo longo e repleto de etapas, como gestos e expressões. Ao fazer um símbolo no ar, por exemplo, a criança já se manifesta a partir de uma linguagem mais próxima da escrita. Esse aprendizado gradual é imprescindível e deve acontecer nas classes de primeira infância, sem que atividades mecânicas de leitura e escrita atrapalhem ou forcem as etapas de desenvolvimento. “O letramento exige um grau muito grande de amadurecimento neuromotor. Desse ponto de vista, a criança só estará pronta para ser alfabetizada por volta dos 6 anos”, afirma Eliana de Barros Santos, psicóloga e diretora pedagógica do Colégio Global e da Escola Globinho. Segundo ela, brincar leva o aluno a compreender a si mesmo, seus sentimentos e o mundo em que vive. “Essa prática garante a formação das bases necessárias para a construção de outras linguagens”, comenta.

Estimular a leitura precoce, por sua vez, compromete tal formação. Além disso, pode ocasionar problemas como sobrecarga, deficiências na coordenação motora, apatia, desinteresse, desmotivação e estresse. “Aprender a ler não é simplesmente decifrar as letras, mas sim dominar um sistema simbólico, o que exige um grande amadurecimento neuropsíquico”, explica a diretora.

Essa discussão ganhou fôlego principalmente depois da implantação da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2013. Direcionada a estudantes do 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas, a prova avalia os índices de alfabetização e letramento em língua portuguesa e matemática. O objetivo é verificar se as crianças são preparadas corretamente para uma nova fase da vida estudantil. No entanto, uma questão defendida por muitos profissionais da área é que a aplicação de uma prova desse porte pode não ser tão benéfica quanto parece e ter reflexos já nas classes de educação infantil.

De acordo com Sandra Zákia Sousa, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), a ANA tende a fortalecer uma visão que já existe nas unidades escolares – a de que, na primeira infância, é preciso preparar os estudantes para a etapa seguinte, o ensino fundamental. “Fazer isso significa antecipar iniciativas relacionadas a processos de alfabetização e letramento, ou seja, o educador pula etapas importantes e passa a concentrar suas energias em algo que ainda não precisaria ser abordado”, diz.

Para Freitas, testes como a ANA deveriam acontecer apenas a partir do final do ensino fundamental. O formato também poderia ser diferente. O interessante, segundo ele, é que o método avalie as políticas públicas em geral e não a escola. “Um professor sabe muito bem em quais pontos seus alunos são bons ou não”, ressalta.

Pais podem contribuir
Ao mesmo tempo em que a instituição exerce um papel importante, os pais também devem redobrar o cuidado com o letramento precoce. De acordo com Sandra, a pressão pode começar a ocorrer dentro de casa, quando os familiares incentivam a criança a ler palavras ou a escrever nomes aleatórios. “É fundamental que todos se atentem a isso. No lar, bem como na escola, as atividades devem ser adequadas para a faixa etária”, diz.

Fonte: Revista Educação

Posts

Timidez ou autoestima baixa ?

timidez

 timidez é um sentimento saudável, mas desde que seja em dosagem certa. Quando ela causa incapacidade de interação com outras pessoas ou exposição em situações sociais, em níveis exagerados, afetando a qualidade das relações, passa a ser considerada uma fobia social. O comportamento tímido acontece porque a criança não confia ser capaz de corresponder à expectativa do outro e constrói uma imagem negativa de si mesma, se vendo inferior às demais pessoas, não acreditando na sua capacidade e, com isso, se envergonha. Por isso os pais devem ficar atentos ao desenvolvimento e ao comportamento dos filhos, para evitar que o problema não se desenvolva a ponto de prejudicá-los. “A timidez pode levar a um comportamento de isolamento, mas outros comprometimentos também podem levar a criança a apresentar um comportamento anti-social”, afirma  psicóloga Eliana de Barros, diretora do Colégio Global.

Como Ajudar?

Os pais são as principais figuras de referência das crianças, devem ser modelos de comunicação e socialização, além de proporcionar oportunidades para o filho interagir com outras crianças, estimulando atividades coletivas, mas sem forçar. Comportamentos  como empurrar a criança para enfrentar a situação ou comentar sua conduta na tentativa de esclarecer que seu medo não tem fundamento, são inúteis e podem até agravar a situação.

Contudo, a timidez demasiada pode ser prejudicial, pois o desenvolvimento das relações sociais e a criação de vínculos são essenciais para o crescimento saudável das crianças e adolescentes. Quando além das relações de amizade, o desenvolvimento escolar, o convívio com a frustração, com a relação de perda e ganho, também ficam comprometidos, é importante a observação de um especialista, pois a autoestima do pequeno pode estar sendo afetada.

“Crianças podem manifestar sintomas de depressão e ansiedade que conduzirão a criança a um isolamento progressivamente maior”, relata Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia. Precisar ficar atentos.

A autoestima é construída a partir de uma serie de fatores: genética, características pessoais, vivências, associações de valores e exemplos da casa ou da escola são os principais deles.

Na infância, contudo, todas as experiências são transformadas em marcas, sejam positivas ou negativas, e as vivências influenciam muito no futuro do indivíduo. “A família pode, mesmo sem querer, ensinar posturas derrotistas”, exemplifica a psicóloga Quezia Bombonatto. Mas não é só. Palavras duras, mal colocadas, e aprendizados traumáticos podem deixar sequelas ou serem intensificados pelas características depressivas já existentes.

O ambiente familiar é o fator que mais influencia na autoestima das crianças. Constantemente nossa autoestima se vê afetada pelas experiências e exigências que recebemos do mundo exterior. A sociedade exige que nos moldemos e que sigamos padrões de comportamentos, escolhas, iguais aos da maioria.

Se não cumprimos os requisitos exigidos tanto no ambiente familiar como na sociedade de um modo geral, a nossa autoestima, ainda que positiva, pode ser abalada.

Uma baixa autoestima pode desenvolver nas crianças, sentimentos como a angústia, a dor, falta de ar, o desânimo, a preguiça, a vergonha, e outros sentimentos ruins.

Dentro de cada um de nós existem sentimentos ocultos que muitas vezes não percebemos. Os maus sentimentos, como a dor, a tristeza, o rancor, e outros, se não remediados, acabam convertendo-se e ganhando formas distintas. Esses sentimentos podem levar uma pessoa não somente a sofrer depressões contínuas, como também a ter complexo de culpa, mudanças repentinas de humor, crise de ansiedade, de pânico, reações inexplicáveis, indecisões, inveja excessiva, medos, hipersensibilidade, pessimismo, e outros males.

A baixa autoestima pode levar uma criança a sentir-se desvalorizada, e, em razão disso, a estar sempre se comparando com os demais, supervalorizando as virtudes e as capacidades das demais pessoas. Sente que jamais chegará a ser como elas.

Essa postura pode levá-la a não ter objetivos, a não ver sentido em nada, e a convencer-se de que é incapaz de conseguir qualquer coisa que se proponha. O que acontece é que não consegue compreender que somos diferentes e únicos, e que ninguém é perfeito, que todos erramos e começamos de novo. Por isso é tão importante mostrar às crianças que o erro é a oportunidade para o recomeço, e que desse recomeço ela poderá obter um resultado ainda melhor. Isso serve desde a educação infantil, na execução das atividades escolares.

É dentro do ambiente familiar, principal fator que influencia na autoestima, que as crianças vão crescendo e formando sua personalidade. O que sua família pensa dela, é de fundamental importância. Em razão disso, é recomendável que os pais não se esqueçam das conquistas dos seus filhos. Se o bebê começa a andar, mas os maiores vêem a situação como uma obrigação, e não como uma conquista do bebê, a criatura não se sentirá suficientemente estimulada a seguir se esforçando para conseguir outras conquistas, para superar-se.

O importante em todo o processo de crescimento dos nossos filhos é que demos a eles a possibilidade de ser, de sentir-se bem com eles mesmos. Que nosso esforço esteja vinculado ao afeto, ao carinho, à observação, a valorizar suas qualidades, e apoiá-los quando algo vai mal. E para isso é necessário conhecê-los a cada dia, favorecendo os encontros, as conversas, e o contato físico.

A autoestima construída na infância acompanha o indivíduo durante toda a sua vida. É exatamente por isso que saber identificar desde cedo quando ela está baixa é essencial para que maiores problemas sejam evitados na vida adulta e para que ele se consolide como uma pessoa centrada e equilibrada.

A esta altura você poderá dizer: “Mas isso não me diz respeito, porque amo meu filho e acho que ele tem valor.” O ponto principal não é “Se você ama seu filho”, e sim “Se ele se sente amado.”

E há uma grande diferença entre ser amado e sentir-se amado.
Por mais estranho que pareça, muitos pais têm certeza de que amam os filhos, mas, de algum modo, as crianças não percebem tal afeição. Esses pais não foram capazes de comunicar o seu amor.

Fonte:

Texto escrito por Gabriela Camarotti

Fontes: Miguel Lucas, Psicólogo preparador mental de atletas e equipes desportivas;

Site Escola da Psicologia (www.escolapsicologia.com); Dorothy C Briggs, autora do livro “A autoestima do seu filho”.

Sem categoria

Mitos e verdades no Construtivismo – Parte 2

foto2

Mito:Os estudantes fazem o que querem

VerdadeO planejamento é baseado nos conhecimentos prévios de cada um

Por colocar o foco na relação entre o estudante e o saber, e por entender que a aprendizagem é um processo individual, o construtivismo é visto algumas vezes como justificativa para as crianças fazerem o que bem entendem e seguirem a própria vontade. Para Sonia Barreira, diretora-geral da Escola da Vila, em São Paulo, esse é outro grande mal-entendido: “O maior equívoco de todos é achar que o construtivismo prescinde da figura do professor. Pelo contrário, é ele quem organiza as situações para os alunos aprenderem”.

Sequências como a realizada pela docente Rosimeire Pereira de Almeida, do Sesc Araguaína, a 385 quilômetros de Palmas, mostram como ocorre uma costura cuidadosa das etapas propostas. Ela planejou, junto com a coordenação pedagógica, atividades para que a turma da Educação Infantil, de 3 e 4 anos, desvendasse o que está por trás de alguns experimentos e brincadeiras, como a bolha de sabão. “Nessa faixa etária, eles são muito curiosos e cheios de perguntas. Resolvemos aproveitar isso para organizar uma sequência didática que trouxesse alguns procedimentos científicos, como investigar, testar e registrar”, afirma.

Cada atividade tinha como norte uma pergunta. Para introduzir o experimento que indagava “Flutua ou afunda?”, a professora conversou com o grupo sobre o que é flutuar e afundar. Os pequenos, então, escolheram objetos que puderam encontrar por perto – de tampas de garrafas a folhas de árvores, frutas e pedrinhas do jardim da escola – e, divididos em grupos, levantaram hipóteses. Em geral, eles achavam que os grandes iriam para o fundo do recipiente enquanto os menores ficariam sempre na superfície. A educadora levou um aquário para a sala e conforme as crianças testavam suas ideias, observaram que o acontecimento depende muito mais da forma do objeto do que do tamanho dele. Ao final, meninos e meninas registraram suas constatações. Como ainda não sabem escrever convencionalmente, a maioria deles desenhou enquanto outros escreveram à sua maneira, o que estimula um procedimento real do dia a dia: anotar e guardar informações que podem ser úteis depois.

As crianças testam as hipóteses e registram as conclusões dos experimentos

Em outro momento, os pequenos foram desafiados a descobrir como fazer bolhas de sabão gigantes, maiores do que aquelas feitas com brinquedos infantis simples, típicos das festas de aniversário que eles frequentam. Experimentaram usar varetas com aros de circunferências e materiais diversos e uma receita com açúcar e água. Descobriram, então, que a brincadeira é mais eficiente quando o aro é maior e que é mais fácil fazer a bolha grande com o círculo de metal do que com uma linha ou barbante.

A investigação ficou a cargo da turma, mas os materiais e a ordem das propostas foram definidos pela docente. O respeito ao interesse infantil, portanto, convive em harmonia com a intencionalidade pedagógica. “A curiosidade é algo que o professor usa para apresentar conteúdos. Preparar o cenário e as intervenções para isso tem a ver com algo estruturante em Ciências, que é trazer situações-problema e propiciar momentos para resolvê-las”, diz Luciana Hubner, diretora da Abramundo e consultora de NOVA ESCOLA.

Mito:Só funciona com crianças

VerdadeColabora com o aprendizado em qualquer idade

Eles têm mais de 18 anos. Alguns até já passaram dos 60. E estão estudando sob uma abordagem construtivista. “Ser um educador com essa inspiração implica um trabalho forte de planejamento e entendimento dos alunos para propor atividades que os façam aprender considerando quem são e o que já compreendem. Isso não tem necessariamente a ver com quantos anos têm”, argumenta Sylvia Xavier, professora de História da Fase 9 (equivalente ao último ano do Fundamental) da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio Santa Cruz, em São Paulo.

A aula de Sylvia sobre a política brasileira no século 20 é um exemplo de como o construtivismo se traduz na EJA. Em grupos organizados para combinar idades e níveis de leitura diferentes – para um se beneficiar do saber do outro -, a turma analisou uma lista com os presidentes da república depois de 1930. A educadora colocou perguntas que chamaram a atenção para aspectos como a duração da Era Vargas (1930- 1945) e a existência de um interino (como os técnicos de futebol conhecidos pelos alunos). Antes de fechar as respostas, houve muito debate, sempre com a docente mediando, sem atrapalhar a expressão de ideias. Durante a discussão, a classe se interessou pela ditadura militar (1963-1985) e lembrou das manifestações que se referiram a esse regime no início de 2015. Isso colaborou para o planejamento de novas aulas sobre o tema.

Com a atividade, Sylvia respeitou o nível de compreensão da turma e permitiu que todos se desenvolvessem. Prova de que a teoria se relaciona a como se aprende e não em que momento da vida isso acontece. “Piaget estudou crianças, mas a construção de conhecimento existe em qualquer idade”, diz Yves de La Taille.

A teoria na prática

“Que é o construtivismo? Basicamente se pode dizer que é a ideia que sustenta que o indivíduo – tanto nos aspectos cognitivos e sociais do comportamento como nos afetivos – não é um mero produto do ambiente nem um simples resultado de suas disposições internas, mas, sim, uma construção própria que vai se produzindo, dia a dia, como resultado da interação entre esses dois fatores.”
Mario CarreteroConstrutivismo e Educação

“O professor construtivista deve conhecer a matéria que ensina. Mas, por uma razão diferente da que se imagina. Antes, tratava-se de saber bem para transmitir ou avaliar corretamente. Agora, trata-se de saber bem para discutir com a criança, para localizar na história da ciência o ponto correspondente ao pensamento dela, para fazer perguntas ‘inteligentes’, para formular hipóteses, para sistematizar, quando necessário.”
Lino de MacedoEnsaios Construtivistas (172 págs., Ed. Casa do Psicólogo, tel.3003-4952, 44 reais)

“Para a concepção construtivista, aprendemos quando somos capazes de elaborar uma representação pessoal sobre um objeto da realidade ou um conteúdo que pretendemos aprender.”
Isabel Solé e César CollO Construtivismo na Sala de Aula (221 págs., Ed. Ática, tel. 4003-3061, 51,50 reais).

Fonte: Revista Nova Escola (Agosto 2015)

Sem categoria

Mitos e verdades no construtivismo

foto1

Mitos e verdades sobre o papel do professor no método construtivista

Mito: O professor não intervém e o erro não é corrigido

Verdade: O docente problematiza o equívoco e o aluno busca respostas

Ao menos duas vezes por semana, Larissa Gomes, da Escola Professor Vanderlan Sampaio de Araújo, em Mundo Novo, a 292 quilômetros de Salvador, apresenta enredos que encantam a turma do 1º ano. Isso acontece quando ela lê em voz alta um dos mais de 50 livros da biblioteca de sala e faz intervenções cuidadosas com vistas a levar todos a progredir. Tudo começa ainda antes da aula, quando ela prepara propostas para as várias hipóteses de escrita. Esse planejamento embasa os momentos em que a professora está com as crianças e, atenta para deixá-las pensar e se expressar, faz comentários que provoquem avanços. Cuidado semelhante é dado ao erro, diferenciado entre aquele que revela o que se sabe e, portanto, deve ser material de trabalho da docente, e outros, como o cometido por falta de atenção.
No momento dedicado à leitura, o título do dia é apresentado, assim como uma sucinta biografia do autor e um resumo da história. Dessa maneira, a classe incorpora alguns comportamentos leitores ligados à identificação do livro. Em círculo, todos ouvem e se manifestam. Depois, cada um escolhe uma outra obra e a lê conforme suas habilidades, sozinho ou com o apoio dos amigos e da docente. Após a primeira leitura, a turma volta a sentar em roda e todos contam o que leram. Antes de levar a obra para casa, preenchem os dados dela e identificam o nome entre várias fichas organizadas por Larissa.

As tentativas realizadas pelos alunos geram novas ações da docente. Se um dos estudantes, por exemplo, escolhe ler Bruxa, Bruxa, Venha à Minha Festa, de Arden Druce (36 págs., Ed. Brinque-Book, tel. 11/3032-6436, 36,30 reais), e diz que VENHA começa com BE, a professora usa nomes próprios familiares como suporte para fazer a criança pensar sobre seu erro. “Eu indico o nome da Verônica na lista da sala ou coloco outro substantivo que comece com VE no quadro para desafiá-lo a repensar a escrita com base em palavras que já conhece”, descreve.

Diana Grunfeld, especialista em didática da alfabetização, defende no artigo La Intervención Docente en el Trabajo con el Nombre Próprio – Una Indagación en Jardines de Infantes de la Ciudad de Buenos Aires que, para favorecer avanços, não basta apenas disponibilizar atividades para a classe. As intervenções com vistas ao próximo patamar de conhecimento de cada um são essenciais para que os alunos justifiquem o que fazem, reflitam sobre os caminhos trilhados e aprendam cada vez mais.

Após realizar a leitura em casa, a turma de Larissa escreve um parágrafo comentando o que leu. Alunos com hipóteses de escrita distintas são agrupados por ela. Enquanto escrevem, a educadora passa de mesa em mesa instigando a reflexão sobre os textos e os colegas também colaboram uns com os outros. As produções vão para um livro de registros das leituras e mais tarde ajudam a professora do ano seguinte a saber que livros a meninada conhece. A todo momento, Larissa revê e replaneja a sequência, ajustando as atividades às características de cada aluno. “As intervenções que servem para uma criança não necessariamente ajudam outra a aprender”, lembra Beatriz Gouveia, do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

Mitos e verdades sobre o conteúdo no método construtivista

Mito: O  conteúdo é menos importante 

Verdade: O assunto fundamenta todo o trabalho

As relações entre professor, aluno e saber são, segundo o francês Guy Brousseau, pesquisador da didática da Matemática, o cerne do trabalho em sala de aula. A noção de que o conteúdo é menos importante nas práticas de inspiração construtivista é um equívoco. De acordo com Brousseau, no modelo de ensino aproximativo (ou construtivista), o aluno está em contato direto com o conteúdo e o professor concebe situações para que isso ocorra. Essa organização do ensino se diferencia dos modelos normativo, onde o foco está no assunto e na transmissão dele do professor para o estudante, e incitativo, que tem as motivações e interesses do aluno como norte. Como nessas outras concepções, o foco no conteúdo é mais direto, tem-se a impressão de que no construtivismo ele fica apagado, quando na verdade é o grande motivador das atividades planejadas. 

Antes de iniciar a aula do 4º ano, Rusvênia Luiza Batista tinha claro o objetivo do trabalho e qual tema estava em jogo. Ciente de que a Geografia é indispensável para compreender a formação do espaço e sua relação com a história e a sociedade, a professora planejou com cuidado uma sequência didática para que a garotada do Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação (Cepae) da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia, analisasse as mudanças no território trazidas pela expansão da agricultura da região. “O mapa tradicional é dado pronto, sem o reconhecimento da passagem do tempo. Queria que a turma entendesse que a ampliação de um município se relaciona com a economia desenvolvida ali”, explica Rusvênia. A sequência teve o conteúdo como alvo e a professora conseguiu aliar esse foco aos interesses da classe.

Para começar, a docente apresentou um mapa de Goiânia e solicitou que cada um identificasse o próprio bairro. A educadora já tinha uma lista com os endereços das crianças e sabia que o painel seria variado, pois alguns vivem na zona rural e outros em áreas mais urbanas. Enquanto discutiam, os estudantes descobriram as regiões de morada de cada um. Em seguida, eles foram provocados a pensar sobre as atividades econômicas locais, conceito visto anteriormente. Para compreender a questão, todos observaram onde viviam e entrevistaram vizinhos e familiares. As informações subsidiaram a descrição do perfil dos bairros. Na etapa seguinte, a professora mostrou três municípios goianos com características bem diferentes: Posse, Catalão e Goianésia. A classe estudou cada um e pintou figuras representativas do local. Fizeram um mapa em stop motion e ordenaram as imagens respeitando o processo de ocupação dos territórios. Antes de finalizar o trabalho e apresentar os vídeos em uma feira da escola, os adolescentes escreveram suas conclusões. O registro de uma das alunas revela que o conteúdo fez muito sentido para ela: “Eu aprendi sobre o crescimento do município e as coisas que há nele: agricultura extensiva, comercial e de subsistência”.

Fonte: Nova Escola ( Agosto 2016)

Sem categoria

Construtivismo na prática

ne-284-construtivismo-concepcao-pratica-teoria-galeria-1

Esta não é a primeira vez que você lê sobre construtivismo. Certamente ouviu falar dele na faculdade, em cursos de formação continuada ou até mesmo em conversas com colegas. Mas, em algum momento, parou para pensar o que, de fato, ele é? Diante da mesma pergunta, alguns educadores responderiam que é a teoria do biólogo suíço Jean Piaget (1896-1980), uma metodologia de ensino ou, ainda, uma maneira alternativa de planejar as aulas. Não é nada construtivista dar o conceito logo de cara, mas a verdade é que essas respostas estão equivocadas e esclarecê-las pode significar ganhos importantes para sua prática e para os alunos.

Comecemos por Piaget. Embora ele seja o mais famoso entre os estudiosos dedicados a investigar o desenvolvimento da inteligência, não foi o único a inspirar a concepção que é o foco desta reportagem. Outros nomes compartilharam esse feito, como os psicólogos Lev Vygotsky (1896-1934) e Henri Wallon (1879-1962). Cada um à sua maneira, os três se opuseram a teorias que defendiam que o conhecimento é inato e a outras convencidas de que o que sabemos é absorvido apenas do ambiente onde vivemos. “Eles romperam com a crença em vigor ao propor que o conhecimento não começa nem no sujeito nem no objeto externo a ele, mas na interação entre esses dois polos”, afirma Fernando Becker, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Resumidamente, Vygotsky atestava que a aprendizagem é uma atividade social mais eficaz quando há colaboração e intercâmbio. Já Wallon refletiu profundamente sobre a afetividade e afirma que a emoção é uma maneira de provocar uma reação no outro. Por sua vez, Piaget estudou as estruturas mentais usadas para relacionar, comparar, classificar e deduzir informações. Na vida, entramos em contato com objetos e os compreendemos em um processo que envolve assimilação e acomodação. Assimilar significa lidar com o objeto e interpretá-lo. E, para dar conta da tarefa, é preciso reorganizar as estruturas mentais para compreendê-la e chegar a um novo patamar.

Outro mal-entendido listado no começo desta reportagem diz que o construtivismo é um método de ensino ou uma ferramenta de planejamento. Embora tenha descrito testes bastante práticos em suas obras, a preocupação de Piaget não era a didática. Reaplicar as provas operatórias feitas por ele em uma sala de aula, por exemplo, é um equívoco. Yves de La Taille, um dos autores de Piaget, Vygotsky e Wallon (120 págs., Ed. Summus, tel. 11/3872-3322, 39,80 reais), defende que, ao estudar um teórico, deve-se ficar atento para a pergunta que gerou a investigação realizada por ele. No caso de Piaget e dos outros citados aqui, as indagações eram sobre desenvolvimento. “A dúvida do professor é prática: o que fazer para os alunos aprenderem”, avalia La Taille.

Mas, então, como se explica a popularidade da concepção construtivista entre educadores? La Taille conta que Piaget foi introduzido no Brasil por pesquisadores dessa área e fundamentou movimentos como a Escola Nova. As conclusões do biólogo foram sendo interpretadas como um novo olhar para os estudantes. Eles deixaram de ser os que prestam atenção e decoram conteúdos e soluções. E começaram a ser vistos como pessoas que já têm conhecimentos, capazes de reorganizar seus esquemas de raciocínio para saber mais.

A princípio, a transposição disso tudo para a sala de aula alimentou justificativas para um ensino baseado na autorregulação dos alunos e em situações em que eles decidem o que estudar. O pouco valor dado aos conteúdos e a generalização das recomendações aos educadores levou tais ideias ao desprestígio. Estudos como os do pesquisador norte-americano David Paul Ausubel (1918-2008) e da psicolinguista argentina Emilia Ferreiro, no entanto, colaboraram para dar nova força ao construtivismo e mostrar que ela se reflete, essencialmente, na proposição de ações eficazes para levar a turma a mobilizar o que sabe e usar isso para se desenvolver.

A contribuição de Piaget para a Educação é, também, um convite a observar os alunos e o fato de que nem todos assimilam os conteúdos ao mesmo tempo e da mesma maneira. O esforço pelo cumprimento do currículo, portanto, não deve perder de vista a heterogeneidade, como defende Mario Carretero em Construtivismo e Educação (320 págs., Ed. Artes Médicas, tel. 0800-703-3444, edição esgotada). Carretero, Emilia Ferreiro, Delia Lerner e Constance Kamii são autores que se voltaram às práticas educativas inspirados no modo como o construtivismo aponta que apreendemos o mundo. Lino de Macedo, professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) e colunista de NOVA ESCOLA, salienta que as soluções para os desafios docentes devem ser encontradas pelo educador que, com formação adequada para reconhecer o que o estudante sabe, o instiga a aprender mais.

Algumas coordenadas que traduzem isso tudo para o dia a dia de quem atua na escola estão presentes no livro The Essential Piaget (sem tradução em português), de Howard E. Gruber e J. Jacques Vonèche, com prefácio do próprio Piaget. Segundo Lino, os escritores discorrem sobre ações que caracterizam uma prática construtivista. Entre elas estão a proposição de tarefas baseadas em um vasto repertório, a compreensão da função docente nos debates em sala, a colocação de perguntas e intervenções que levem a turma a pensar e a atuação como um modelo para os estudantes.

Voltando à pergunta do parágrafo inicial, podemos sistematizar que o construtivismo é uma posição compartilhada por tendências de pesquisa psicológica e educativa com foco em como a inteligência é construída. Porém, mais importante do que uma resposta pronta, é a reflexão sobre como todo esse conhecimento ajuda você a compreender seu aluno e a planejar aulas melhores. “No momento em que o professor entende que o aprendiz sempre sabe alguma coisa e pode usar esse conhecimento para seguir aprendendo, ele se dá conta de que a pura intuição não é mais suficiente para guiar seu trabalho”, resume Telma Weisz em O Diálogo entre o Ensino e a Aprendizagem (136 págs., Ed. Ática, tel. 4003-3061, 52,50 reais). Dos escritos de Piaget até hoje, diversos mitos embaralharam a compreensão sobre a real contribuição dessas premissas. Nas páginas seguintes, conheça experiências de professores que derrubaram essas visões equivocadas, se inspiraram nas teorias e cuidaram dos detalhes para garantir a construção de uma aprendizagem efetiva.

Fonte: Nova Escola (Agosto 2015)

Sem categoria

Saiba como combater sono e cansaço na volta às aulas

image

Sono e cansaço nas voltas às aulas? Três semanas de férias escolares são suficientes para as crianças saírem da rotina, apontam especialistas. O grande problema é que ao retornar às aulas, elas sentem dificuldade de se submeter aos horários impostos.
“É muito comum ver estudantes sonolentos nos primeiros dias de aula, principalmente os que continuam dormindo mais tarde”, afirma a gestora de Educação Infantil do Colégio Positivo, Merylin Franciane Labatut.
Ela explica que o sono interfere diretamente no aprendizado. “Sem um sono reparador, as crianças e jovens têm um desempenho escolar muito inferior ao que poderiam ter, pois não conseguem reter tudo que aprendem”, conta.
Segundo a médica neurologista Ester London, chefe do serviço de neurologia do VIta Batel e responsável pelo Laboratório do Sono do hospital, uma noite mal dormida acaba atrapalhando o dia inteiro, causando dificuldade de concentração, alteração da memória, ansiedade, sonolência, distúrbios do humor, hiperatividade, agressividade, entre outros sintomas”, explica.
Para que o organismo tenha tempo de se adaptar, Merylin orienta os pais que incentivem os filhos a dormir e acordar no horário habitual da escola pelo menos dois dias antes de terminarem as férias. “Eles precisam estar bem disciplinados nos horários de sono para não começarem vagarosamente os estudos e acumularem notas ruins no segundo semestre”, justifica a gestora.

Para amenizar os efeitos pós-férias, a neurologista afirma que a criança deve dormir de oito a dez horas. “É a quantidade mínima de sono para que ela tenha disposição para manter um bom nível de atenção durante as atividades de rotina”, explica Ester.

“O sono é uma questão de hábito e cabe aos pais ensinar com segurança e tranquilidade as rotinas adequadas, mostrando que a hora do descanso é importante. Quando a criança tem uma rotina estabelecida em casa, sente-se segura e seu desenvolvimento psicológico e pedagógico é melhor”, completa Merylin.

Para isso, uma rotina de horários para dormir e acordar e um ambiente limpo, escuro, calmo e tranquilo são pré-requisitos para uma boa noite de sono. Ester lembra ainda que duas horas antes de dormir é importante evitar alimentos com alto teor energético, como chocolates e guloseimas, assim como games, TV e outras atividades excitantes.

Fonte: por Daniel Herculano (Tribuna do Ceará – UOL)

Posts

Movimento: por que ele é tão importante

movimento

Um dos primeiros movimentos que os bebês executam logo ao nascer é sugar. Com o passar do tempo, o repertório aumenta e é aperfeiçoado com base no contato com o entorno, as pessoas e os objetos. Essa oportunidade é importante para garantir a sobrevivência dos pequenos e a comunicação deles com o ambiente antes da aquisição da linguagem oral. Por meio de gestos, eles exploram e conhecem o mundo em que vivem. Esse estágio foi descrito como sensório-motor (ou projetivo) pelo médico, psicólogo e filósofo francês Henri Wallon (1879-1962).

Na creche, trabalhar a temática do movimento requer planejamento. A ausência de berços, somada a atividades de dança que envolvem gestos repetitivos e coreografados e os tradicionais circuitos que desafiam a turma a descer, subir, rolar, entrar e sair, é interessante. Mas é preciso garantir ainda mais, pensar em propostas que desafiem as crianças constantemente a ir e vir, a explorar ações que ainda desconheçam, a experimentar sensações e a conhecer o próprio corpo, possibilidades e limites. Para isso, organizar a sala com elementos pertinentes e espaços livres é essencial.

Atividade permanente: desafio corporal

A importância de rolar, pular e dançar

Não existe uma fórmula para criar um ambiente corporalmente desafiador. No entanto, bons exemplos podem ajudar, mostrando como o espaço deve ser organizado para favorecer a pesquisa de movimentos e a estimulação dos sentidos da criançada. A foto acima apresenta uma das salas da CEI Nossa Senhora das Graças. Observe que a diversidade é contemplada para além do tipo de objeto. A disposição e o tamanho de cada um são pensados pelos educadores.

Essa preocupação, de acordo com o livro Educação de Bebés em Infantários (Jacalyn Post e Mary Hohmann, Ed. Fundação Calouste Gulbenkian, 380 págs., edição esgotada), é importante para incentivar diversas interações. Objetos grandes e pequenos, colocados no alto e mais próximos ao chão, permitem que os bebês investiguem meios de alcançar todos eles. Além disso, garantir que na sala existam peças grandes, como as de mobiliário, evita que eles vejam o adulto como um gigante.

Além de garantir um bom trabalho com movimento, essas intervenções rendem frutos para a construção e o desenvolvimento da autonomia e da identidade, outro eixo fundamental na Educação Infantil. Segundo Ana Lúcia Bresciane, psicóloga e formadora de professores, o desenvolvimento motor favorece as descobertas e a expressão de sensações e sentimentos, promovendo a comunicação segundo as marcas simbólicas, próprias da cultura infantil. Nara de Oliveira, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), completa: “Pensar de forma opositiva, corpo versus mente, só reforça estereótipos”. Então, aproveite ao máximo as oportunidades de pôr a turma para se mexer.

Fonte: Nova Escola

Posts

O que fazer com os pequenos no período de férias?

ferias

As crianças desta geração têm vivido dias “intensos”, repletos de compromissos, e de muita cobrança dos pais para tirarem as melhores notas, falarem outro idioma, se destacarem nos esportes, tocarem instrumentos musicais…

Por todas estas razões, no mundo deles hoje há menos espaço para a leitura, para o sonho, para a arte e para, simplesmente, brincar e fantasiar. A brincadeira ajuda a desenvolver a noção espacial e corporal, a capacidade de solucionar problemas, a criatividade, a imaginação, a autonomia, entre tantas outras habilidades essenciais para o desenvolvimento cognitivo, e o consequente processo de aprendizagem.

O período de férias serve como uma “digestão cerebral”. As crianças precisam de um tempo para processar as informações novas, para elas muitas vezes difíceis. O cérebro da criança vai consolidando todo o conhecimento adquirido durante os seis primeiros meses de aula, além de receber o merecido descanso. Elas precisam disso!

Algumas brincadeiras e atividades estimulam o cérebro das crianças e ajudam muito no seu desenvolvimento. Se as crianças recebem um excesso de cobrança e de informações para as quais ainda não estão preparadas (a falta de maturidade), podem criar um bloqueio mental, uma negação ao processo de aprendizagem.

Com o movimento e as brincadeiras elas  desenvolvem as “representações mentais”, que são fundamentais para a organização do raciocínio lógico e a construção do conhecimento.

Durante as férias, nenhuma atividade deve ser caracterizada como “reforço escolar”, as crianças precisam do descanso físico e emocional. Os pais precisam estar atentos aos programas realizados pelos filhos, e às propostas oferecidas pelas colônias de férias. Aquelas colônias que forem organizadas e orientadas por profissionais que realmente entendam das necessidades infantis e do processo de aprendizagem, oferecerão apenas atividades de recreação e lazer, jamais de reforço do conhecimento adquirido no primeiro semestre.

O importante para o período de férias é fugir da rotina escolar, brincar livremente e descansar. Assim, voltarão felizes e prontos para receberem a nova carga de conteúdo e conhecimento.

Preparamos uma longa lista, com sugestões para uma diversão em família! Esperamos que aproveitem e desejamos ótimas férias aos nossos pequenos!

  • Festival de Teatro Para Crianças de Pernambuco

Apresentamos o 12º Festival de Teatro Para Crianças de Pernambuco, que vai de 04 de julho até 02 de agosto. Os espetáculos acontecem sempre aos sábados e domingos. Uma notícia boa é que as peças estarão em cartaz com preços acessíveis: R$20 (inteira) e R$10 (meia para crianças, estudantes e idosos, os dois últimos mediante a apresentação de documento). O evento faz uma homenagem aos artistas pernambucanos Mônica Vilarim e Roberto Costa.

TEATROS

  • TEATRO DE SANTA ISABEL (Praça da República)

04 e 05 de julho de 2015 às 16h30 – A Bela e a Fera

O espetáculo conta a história de um príncipe rico e arrogante, que ao negar abrigo a uma feiticeira disfarçada de velhinha e julgá-la pela aparência, é condenado a viver como uma fera para sempre em seu castelo. Classifcação indicatica: livre

25 e 26 de julho de 2015 às 16h30 – Aladdin e o Gênio da Lâmpada.

Esta é mais uma produção da Companhia do Sol. Adaptado do conto árabe Aladin e a Lâmpada Maravilhosa que ficou conhecido no ocidente graças ao francês Antoine Galland quando publicou o conto na coletânea As Mil e Uma Noites . A montagem teatral é um musical que apresenta uma plástica exuberante onde a cenografia inventiva dá um toque artístico, misturando o clássico com o moderno. Classificação etária: Livre.

  • TEATRO LUIZ MENDONÇA (Parque Dona Lindu/Boa Viagem)

 04 e 05 de julho de 2015, às 16h30 – Era Uma Vez no Gelo – Frozen – Musical baseado no conto do dinamarquês Hans Christian Andersen: A Rainha da Neve. A história gira em torno do bem e do mal, valorizando o amor. A montagem teatral pernambucana leva à cena duas irmãs que ainda crianças são impedidas de brincarem juntas, pois tudo que Elsa, a mais velha, toca transforma-se em gelo. Por isso, ela e a caçula Anna crescem afastadas. Com a morte dos pais, Elsa deverá assumir o trono herdado. E muita aventura até lá acontecerá. Classificação etária: livre.

11 e 12 de julho de 2015, às 16h30 – Os Três Coroados – Adaptação de um conto da literatura oral para o teatro feita por Luiz Felipe Botelho que conta a história de Nonna, uma mulher que vem para o nosso mundo cumprir a missão de salvar seus três filhos adotivos, vítimas de um feitiço lançado por suas tias. Em sua jornada Nonna passará por lugares misteriosos e encontrará seres fantásticos que vão costurar com ela a trama desta história. A encenação dialoga com manifestações e folguedos populares como o cavalo marinho, o maracatu rural e os caboclinhos, trazendo para a cena elementos do universo da tradição popular pernambucana. Classificação etária: livre.

25 e 26 de julho de 2015, às 16h30 – A Lenda do Sapo do Tarô-Bequê – A fábula escrita pelo amazonense Márcio Souza é baseada em lendas originais do alto Amazonas. Levada para os palcos por um dos ícones do teatro pernambucano José Francisco filho, o espetáculo transporta o público ao mundo encantado das histórias fantásticas. Uma oportunidade de crianças, jovens e adultos conhecerem personagens, animais, seres encantados, comidas, hábitos e plantas de uma região que conserva riquezas e mistérios do Brasil. Em cena, o sapo Tarô-Bequê convence o Cainhamé de que é bom ser gente. De tanto insistir, Caiamé transforma o Tarô-Bequê em um guerreiro. Vendo a solidão do guerreiro, Cainh amé, faz surgirde um cipó a moça Juriti pela qual o Sapo gente se apaixona. A trama se desenvolve cheia de suspensee aventura. E, na luta contra o mal, apenas uma condição é dada ao sapo Tarô-Bequê, representadapelo Urubu-Rei e Mucura…

01 e 02 de agosto de 2015, às 16h30 – Meu Reino Por Um Drama – Fábula musical que conta a história de uma Abelha Rainha em crise por achar que a sua vida é boa demais. Em busca de um drama, deixa a colmeia para tentar uma nova vida. A partir daí, se depara com várias situações, com a tentativa de fazer novas amizades. Na sua busca pessoal encontra as joaninhas e as formigas, e começa a perceber que o mundo fora da colmeia parece não ser tão amigável como imaginava.

  • TEATRO CAPIBA (Sesc Casa Amarela)

11 e 12 de julho de 2015 / 16h30 Entre Janelas – O espetáculo encena a história de um menino e seu melhor amigo: um cachorro chamado Pitu! Uma amizade feita de brincadeiras no quintal e muito corre-corre. Um dia o menino ganha um presente incrível: um computador. Na janela do notebook ele abre várias outras janelas e pode ir para qualquer lugar sem sair de seu quarto. Agora sua brincadeira é ali: à frente daquela janelinha de luz. Do lado defora, Pitu espera por um momento de brincadeira, mas seu companheiro agora não tem mais tempopara ele, está muito impressionado com seu novo amigo tecnológico. O cachorro desprezado então foge. Quando percebe a fuga, arrependido por não ter sido um bom amigo, o menino parte a procurado cão. Ele terá que descobrir uma forma de encontrar seu velho amigo e se reconectar a ele. A concepção cênica visa mesclar a linguagem de animação corporal desenvolvida pela Tato, com a pesquisa de construção de boneco de balcão desenvolvida por Eduardo Santos. Mantém-se a proposta de dramaturgia física da Cia, sem o uso de palavras e tendo avocalização como exploração sonora além da utilização das mãos dos manipuladores como partefundamental na composição do boneco. Não se trata de um boneco manipulado, é um corpo animado que, adicionado a mecanismos, ganha outra forma e novas possibilidades de movimento. Classificação etária: A partir de 05 anos. Realização: Tato Criações Cênicas / Curitiba – PR. Livremente inspirado no livro “Uma Janela entre Dois Amigos”, de Gustavo Gaivota.

18 e 19 de julho de 2015, às 16h30 – Sebastiana e Severina – Quando a história começa, o tempo havia passado e as duas rendeiras, que já não dispõem da beleza da juventude, acalentam um sonho em meio a monotonia dos seus dias: desejam encontrar “um príncipe encantado” para casar. A chegada de Chico (um homem bonito, alto e inteligente) à cidade de Umbuzeiro, desperta logo o interesse das moças que, para cativar o coração do visitante, valem-se de: cantar belas canções, fazer a renda mais bonita e até invocar os poderes mágicos de Dona Zefinha, a grande feiticeira da cidade. Mas o destino lhes prega uma grande peça e só então é que Sebastiana e Severina descobrem o valor da verdadeira amizade. À moda dos repentes, cordéis e loas contados e cantados pela tradição popular nordestina, o livro escrito por André Neves apresenta os valores culturais, as comidas típicas, as cantigas populares, o artesanato, “o saber e o fazer” em prosa e verso, levando o leitor a entrar no clima da história retratada. Desta feita, com suas rimas e prosas da gente do interior, a montagem dirigida por Claudio Lira pretende (tal qual o livro) fazer com que cada espectador sinta-se convidado para os festejos ao padroeiro da cidade de Umbuzeiro.

25 e 26 de julho de 2015, às 16h30 – Pinocchio – Olhos de Madeira – Recriação cênica de um conto clássico narrado por seu protagonista principal, que reconstrói seu passado esquecido e fragmentado para então transitar por seu presente e olhar para o futuro, partindo de seu antigo olhar cor de madeira. Entre os desafios da montagem, faz-se presente a busca de resgatar a infância esquecida. Através dos elementos que compõem a antiga “casinha italiana”, o narrador se utiliza destes objetos, até então realistas, para transformá-los em alguns personagens ilusórios que fazem parte da infância abandonada. Um biombo se transforma em mar aos olhos da plateia, uma simples mesa de madeira torna-se um misterioso cemitério e um velho baú revela-se num fantástico teatro de marionetes. E em meio a tantas reviravoltas ilusionistas, ganham vida distintos personagens: Um fole em coruja, um cachecol em raposa, um jornal em barco e de uma pequena centelha de fogo surge a consciência de Pinocchio. Neste universo de resgate e magia, elucida-se aos olhos do espectador, um personagem que busca a todo custo trazer à tona sua infância adormecida.

  • TEATRO MARCO CAMAROTTI (Sesc Santo Amaro)

11 e 12 de julho de 2015, às 16h30 – Chico e Flor Contra os Monstros na Ilha do Fogo – Chico é um barqueiro que já navegou o rio de cima e o rio de baixo e conhece o São Francisco como ninguém. Ancorado nas margens do rio médio vive inventando histórias e figuras criadas de sua memória e imaginação. Ele sonha um dia voltar a encontrar seu pai e sua mãe que sumiram em uma noite de chuva numa viagem de barco. Para isto tem que realizar uma missão: destruir os monstros na Ilha do Fogo, pois assim libertará as lendas que levararão ele a reencontrar sua família. Flor é amiga de Chico, uma menina cheia de curiosidade, sapeca e destemida e que ao conhecer a história do barqueiro deseja unir-se a ele nessa aventura. Chico então prepara Flor em um intenso treinamento de uma verdadeira batalha por meio de um jogo lúdico, e apresenta a ela seus conhecimentos sobre aslendas e histórias encantadas. Neste espetáculo, a Cia Biruta convida o público a navegar pelo universo ribeirinho e se aproximar das lendas e monstros que encantam e assombram o imaginário popular – e a realidade – do passado e do presente.

18 e 19 de julho de 2015 / 16h30 – Pluft, o Fantasminha – A peça conta a história do rapto da Menina Maribel pelo cruel Pirata Perna-de-Pau. O vilão esconde a menina no sótão de uma velha casa abandonada, onde vive uma família de fantasmas. A trama se concentra na procura do tesouro do avô da menina, o Capitão Bonança, que morreu no mar deixando, a sua herança: o tesouro. Mas a grande chave da poesia teatral criada pela autora é a amizade que surge entre a Menina Maribel e o Fantasminha Pluft. Escrita em 1955, é a peça mais popular da dramaturga Maria Clara Machado, e até hoje, é montada em vários lugares do Brasil e exterior. Classificação: recomendado para crianças a partir de 3 anos.

  • TEATRO DO RIO MAR

04 e 05 de julho de 2015, às 16h00 – Cantabicho -com Carol Levy.

Seu DVD “Contarola” lançado em agosto de 2013, transformou Carol na primeira contadora de histórias a integrar o Netflix e originou o programa “Contarolando com Carol Levy”, que teve 13 episódios em sua primeira temporada na Rede Globo Nordeste. O espetáculo “CantaBicho”, como todos os da pernambucana, é marcado por apresentações musicais com banda ao vivo, intercalado de histórias e brincadeiras interativas com o público infantil. Com direção geral de Luciano Pontes e direção musical de Carlinhos Borges, que também assume os teclados e programações, o show terá Cacá Barreto (baixo), Frederica Bourgeois (flauta) e Lara Klaus (percussão). Além das inéditas do disco, alguns sucessos já cantados de cor pelos fãs da cantora estarão no repertório, como “Ventilador de teto”, “Lobo legal” e “Pangaré”. Em agosto, Carol leva o show para Salvador e Fortaleza.

  • TEATRO ALFREDO DE OLIVEIRA

A BICHARADAO espetáculo, escrito e dirigido por Carlos Mallcom, é inspirado no clássico Os Saltimbancos. Cinco animais, por não serem reconhecidos por seus talentos, decidem se juntar para forma um grupo musical. Onde: Teatro Alfredo de Oliveira (Praça Osvaldo Cruz, 412A – Soledade, Recife). Quando: Domingos. Horário: 16h30. Valor: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

TRÊS PORQUINHAS- As aventuras vivenciadas por três porquinhas na fábula infantil pretendem ensinar às crianças a importância da higiene pessoal, da ajuda ao próximo, além de ensinar boas maneiras. Onde: Teatro Alfredo de Oliveira (Praça Osvaldo Cruz, 412A – Soledade, Recife). Quando: Domingos. Horário: 10h30. Valor: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

  • TEATRO ARRAIAL

PALHAÇADAS E HISTÓRIAS DE UM CIRCO SEM LONA – O comédia infantil conta a história da dupla Risada e Risadinha que trabalham em um circo que, um dia, acaba pegando fogo. Sendo assim, a duplinha barulhenta fica sem ter onde morar. A peça estreia no dia 24 de maio. Onde: Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista). Quando: Domingos, às 16h (até 26 de julho). Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Informações: 3184-3057

  • TEATRO VALDEMAR DE OLIVEIRA

PIRATAS E PRINCESAS – O ESPETÁCULO – O grupo Showlândia estreia a peça Piratas e princesas – o espetáculo, que fica em cartaz às 16h30 dos domingos no Teatro Valdemar de Oliveira (Praça Oswaldo Cruz, 411, Soledade). A princesa Sofia e o pirata Jake tentam superar as dificuldades em um espetáculo com várias trocas de cenário. Ingresso: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia). Informações: 3222-1284.

  • TEATRO GUARARAPES

DISNEY LIVE

DIAS: 09 A 12 DE JULHO

LOCAL: TEATRO GUARARAPES

CINEMA

DIVERTIDAMENTE (SINOPSE E DETALHES)

Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle – e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente.

MINIONS (SINOPSE E DETALHES)

Livre
Seres amarelos unicelulares e milenares, os minions têm uma missão: servir os maiores vilões. Em depressão desde a morte de seu antigo mestre, eles tentam encontrar um novo chefe. Três voluntários, Kevin, Stuart e Bob, vão até uma convenção de vilões nos Estados Unidos e lá se encantam com Scarlet Overkill (Sandra Bullock), que ambiciona ser a primeira mulher a dominar o mundo.

DETONA RALPH  

De 11 a 26 de julho

CINEMA DO RIO MAR

HORA: 11hs

MUSEUS

Quem mora ou visita Recife não pode deixar de conhecer os equipamentos culturais disponíveis na cidade que contam a história da cultura do Nordeste brasileiro.  Tem lugares bacanas para visitar com toda família e saber um pouco mais sobre os costumes do povo pernambucano.

  • MUSEU DO TREM

Com uma média de visitação de 800 pessoas por dia, a Estação Central Capiba, no Bairro de São José, tornou-se o novo xodó dos recifenses. O mais novo equipamento cultural do Governo do Estado abriga o requalificado Museu do Trem, que é considerado o primeiro do Brasil e o segundo do gênero da América Latina. Tendo Gilberto Freyre como patrono, o Museu do Trem foi inaugurado em 25 de outubro 1972 e desativado em outubro de 1983. O espaço conta com a exposição Chegada e Partida – A Memória do Trem em Pernambuco, com curadoria do museólogo Aluízio Câmara. A exposição conta com mais de 500 peças sobre a história ferroviária de Pernambuco, através de documentos e antigos objetos, como bilheterias e relógios, locomotivas a vapor e até um vagão.

Estação Central Capiba/ Museu do Trem

Rua Floriano Peixoto, s/n, São José (Centro do Recife)
Visitação: Terça a sexta, das 9h às 17h. Sábados e domingos, das 10h às 17h
Entrada: Gratuita. Telefone para agendamento: (81) 3184 3097

  • MUSEU CAIS DO SERTÃO

Um dos equipamentos culturais da cidade mais interessantes para ser visitado com espaço interativo e multicolorido que faz uma bela homenagem a um dos mais conhecidos pernambucanos: Luiz Gonzaga. No local o visitante tem,  através dos recursos tecnológicos multimídia,  uma ideia de como é o Sertão pernambucano.  Na sala de música é possível, com ajuda dos instrutores que estão no local, tocar um dos instrumentos típicos da Região Nordestina. O passeio é uma imersão na cultura pernambucana com os acessórios disponíveis no lugar como totens de áudio, telas touchscreen e salas de vídeo.

Museu Cais do Sertão

Endereço: Av. Alfredo Lisboa, s/n. Bairro do Recife.
Entrada: Na terça-feira a entrada é gratuita. Da quarta-feira até domingo: R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia). Informações: (81)3089-2974.

  • PAÇO DO FREVO

Um espaço dedicado ao Frevo para contar sua trajetória as futuras gerações e promover à difusão, ser um local de pesquisa, entretenimento e proporcionar formação nas áreas da dança e música do frevo. É  um ótimo local para um passeio em família e com amigos para conhecer um pouco mais sobre toda história do Frevo.

Paço do Frevo

Endereço: Praça do Arsenal da Marinha, S/N. Bairro do Recife.
Entrada: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (estudantes e maiores de 60 anos). Informações: (81) 3355-9527

  • CASA DA CULTURA

Localizada às margens do Rio Capibaribe, a Casa da Cultura é um dos maiores polos de comercialização de artesanato do Recife e um dos cartões postais do estado. O imponente prédio onde está instalada foi construído para abrigar a antiga Casa de Detenção do Recife, que permaneceu por mais de um século como a mais importante penitenciária de Pernambuco. Hoje, as antigas celas são ocupadas por lojas, associações culturais e lanchonetes. A Casa conta ainda com teatro e anfiteatro que acolhem ações formativas e espetáculos de dança, música e teatro promovidos ou apoiados pelo Governo do Estado através da Fundarpe.

Casa da Cultura: Cais da Detenção, s/n, Santo Antônio, Recife – PE
Entrada: Gratuita. Informações:  (81) 3184 3151

  • INSTITUTO RICARDO BRENNAND

O espaço cultural é um local belíssimo e um passeio que toda família vai gostar. Fica localizado a 14 quilômetros do centro da cidade do Recife. O Instituto Ricardo Brennand é considerado um dos mais importantes centros culturais brasileiros. É um local que tem como missão promover  a cultura através da história, da arte e da educação (arte-educação). Instituto Ricardo Brennand. Endereço: Alameda Antônio Brennand, S/N – Várzea. Fone: (81) 2121-0352 / 2121-0365. Horário de Funcionamento: De terça a domingo das 13h às 17h. Ingressos:  R$ 20,00 e R$ 10,00 (Pessoas com deficiência, estudantes, professores e acima de 60 anos mediante documento comprobatório). Crianças com idade até 7 anos não pagam.

Colônia de férias

  • Instituto do Movimento
    No Instituto do Movimento, localizado na Imbiribeira, Zona Sul do Recife, os pequenos também podem aproveitar as férias para fazer exercícios físicos de forma lúdica. O espaço, especializado em treinamento funcional, preparou uma colônia de férias com atividades que aliam diversão, coordenação motora e equilíbrio. Crianças de 4 a 9 anos podem participar dos exercícios, sempre acompanhados por professores. As aulas vão de segunda a quinta-feira, das 9h30 às 11h30, durante todo o mês de julho. Mais informações podem ser obtidas no telefone 3019.4409.

Serviço: Colônia de férias do Instituto do Movimento
Onde: Rua Gonçalves de Magalhães, 699, dentro do Recife Tênis Clube
Quando: De 1 a 30 de julho, de segunda a quinta-feira. Das 9h30 às 11h30
Mais informações: 3019.4409

  • Instituto Ricardo Brennand

Artes e gastronomia são o foco das atividades de férias do Instituto Ricardo Brennand, localizado na Várzea, Zona Oeste do Recife. Em cada semana do mês de julho, oficinas diferentes serão oferecidas para as crianças de 3 a 5 anos, 6 a 8 anos ou 9 a 12 anos. Cada oficina trabalha uma expressão artística diferente, de acordo com a faixa etária dos inscritos.

De 7 a 10 de julho, as crianças poderão aprender dicas de culinária ou fotografia, além de fazer experimentos multissensoriais. Na segunda semana, a gastronomia continua sendo ensinada. Esculturas em papel machê e experimentos cinematográficos completam a programação. Já a terceira semana de atividades foca nas brincadeiras populares e no teatro. Nos últimos cursos, serão dadas dicas de origami, customização e culinária. Veja a programação completa abaixo. Cada oficina tem quatro dias de duração. Em cada dia, o encontro dura quatro horas. Até 16 crianças podem participar das turmas. Cada oficina custa R$200.

Serviço:
Oficina de Férias

Onde: Instituto Ricardo Brennand – Alameda Antônio Brennand, s/n – Várzea
Quando: De 7 a 31 de Julho de 2015
Valor: R$ 200,00
Informações: (81) 2121-0349 / 0352
E-mail: formacao.oficinas@institutoricardobrennand.org.br

Programação:
07 a 10 de julho

Das 8h às 12h
Oficina: Chefs no Museu
Oficinas: Fotografia e Crianças: Pequenos Olhares, Grandes Imagens

Das 13h30h às 17h30
Oficina: Crianças no Museu: Experimentos Multissensoriais
Oficina: Faça você Meso

 

14 a 17 de julho
Das 8h às 12h
Oficina: Arte no Prato
Oficinas: Cinema de ficção: Uma Odisséia no Museu

Das 13h30h às 17h30
Oficina: Respeitável Público…
Oficina: Pequeno Escritor

21 a 24 de julho
Das 8h às 12h
Oficina: Brincadeiras que os nossos pais brincavam
Oficinas: Marionetes: “O mundo em Minhas Mãos”

Das 13h30h às 17h30
Oficina: Abram as Cortinas – Teatro no Museu

28 a 31 de julho
Das 8h às 12h
Oficina: Chefes no Museu
Oficinas: Meu bicho de bolso

Das 13h30h às 17h30
Oficina: Customizando

  • Escolinha de Arte do Recife
    As crianças que gostam de arte também podem aproveitar as férias para aprender um pouco mais na Escolinha de Arte do Recife, nas Graças, área central da cidade. Mas, lá, o curso de férias dura um mês e vai mostrar aos inscritos artistas de diferentes linguagens. As aulas vão de 6 a 30 de julho.

Neste ano, o curso vai homenagear o artista pernambucano Daniel Santiago e será dividido em quatro módulos diferentes: Daniel Santiago, Lígia Clark, Hélio Oiticica e Lygia Pape. Experiências sensoriais, atividades artísticas e lúdicas facilitam o entendimento das crianças. De acordo com a escola, o objetivo é desenvolver a percepção, a imaginação e a capacidade crítica dos alunos.

Serviço:
Curso de férias da Escolinha de Arte do Recife

Onde: Rua do Cupim, 124, Graças
Mais informações: (81) 3222.0050
escolinhadearte.recife@gmail.com

  • Mamam

O Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Mamam) também tem oficinas de arte voltadas para as crianças neste mês de julho. Entre as opções, há vivência com argila, oficina de desenho e colagem, gravura em isopor, esculturas com papelão, pintura e estamparia. As aulas são diárias e custam até R$ 120. A programação completa está disponível no site do Mamam.

Serviço:
Oficinas de artes do Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Mamam)
Onde: Rua da União, 88, Boa Vista
Mais informações: (81) 3355.6870
goretti.mamam@gmail.com

  • Shopping Guararapes

O Shopping Guararapes, em Jaboatão, no Grande Recife, recebe o projeto Crianças no Espaço: Missão espacial do astronauta Marcos Pontes. Quem for ao local vai descobrir curiosidades sobre descobertas espaciais em uma exposição interativa, onde também é possível experimentar sensações vividas por astronautas. Entre as atrações estão, ainda, réplicas de veículos lunares e terrestres, como foguetões e satélites.

As atrações montadas na Praça de Eventos estão divididas por módulos, que vão desde o terrestre até o lunar. Para entrar no clima, a criançada se veste como um verdadeiro astronauta durante a visita guiada. A entrada custa R$ 15 por cada 30 minutos de passeio, recomendado para meninos e meninas que têm mais de três anos.

Serviço:
Crianças no Espaço: Missão espacial do astronauta Marcos Pontes
De quarta (1º) a 2 de agosto. De segunda a sábado, das 9h às 22h; e aos domingos, das 12h às 21h
Shopping Guararapes, Av. Barreto de Menezes, nº 800, Piedade, Jaboatão dos Guararapes

Para entrar no clima, a criançada se veste como um verdadeiro astronauta durante a visita guiada (Foto: Divulgação/Shopping Guararapes)

  • Zepelim

Nos Sábados, das 10:30h às 11:30h, no Jardim do The Garden (Piedade) as lojas Zepelim e Reinoceronte estão promovendo manhãs lúdicas. Cada sábado uma atividade diferente, mas sempre com muita diversão para as crianças. Vagas Limitadas – Gratuito Das 10:30h às 11:30h, no Jardim do The Garden (Piedade) as lojas Zepelim e Reinoceronte estão promovendo manhãs lúdicas. Cada sábado uma atividade diferente, mas sempre com muita diversão para as crianças. Vagas Limitadas. Entada Gratuita

Posts

Obesidade infantil

obesidade_infantil

Pais têm dificuldades de ver sobrepeso dos filhos, mostra estudo americano. Muitas vezes, isso acontece por medo de julgamento: reconhecer o problema pode significar que não cuidam bem de suas crianças

Aos olhos dos pais, eles são uma fofura. Pernas roliças, barriga redonda, bochechas boas de apertar. Essas características podem, contudo, ser o sinal de alerta do excesso de peso. A epidemia de obesidade que se espalha por todo o mundo não é um problema exclusivo de adultos: pessoas de todas as idades se encaixam no quadro. Segundo a Organização Mundial da Saúde, um terço das crianças e dos adolescentes já está obesa. No Brasil, 15% dos indivíduos dos 10 aos 19 anos encontram-se acima do peso e, na faixa de 5 a 9, a gordura corporal em demasia chega a atingir 38,8% da população.

Ainda assim, um estudo publicado no jornal médico Childhood obesity indicou que os pais subestimam o sobrepeso e a obesidade nos filhos. Essa é uma tendência que vem piorando ao longo do tempo, afirmaram os pesquisadores. Depois de analisar dados epidemiológicos dos institutos de saúde e nutrição dos Estados Unidos coletados de 1988 a 1994 e 2007 a 2012, a equipe de Dustin T. Duncan, do Departamento de Saúde Populacional da Universidade de Nova York, constatou que, atualmente, 94,9% das famílias avaliam erroneamente o status corporal das crianças em idade pré-escolar (2 a 5 anos), afirmando que estão no peso normal quando, na verdade, se encaixam nos padrões de sobrepeso/obesidade. Esse percentual é 30% maior que o verificado no período anterior.

A pesquisa mostrou que os pais não subestimam apenas um leve excesso de peso. De fato, algumas famílias avaliaram seus filhos já obesos como se estivessem em forma ou mesmo abaixo do peso normal. “Principalmente nessa fase da vida, isso é muito grave. Porque é no estágio pré-escolar que as atitudes e os comportamentos, como preferências e hábitos alimentares, além de atividade física, são moldados”, observa Duncan. “Essa é uma idade crítica para manter um estilo de vida saudável, que a criança provavelmente adotará para o resto da vida. A percepção que os pais têm do peso do filho pode ser um importante fator de prevenção da obesidade, ou de facilitação dessa condição, no caso da percepção ser errada”, diz.

O pesquisador esclarece que essa não é a primeira vez que se constata, estatisticamente, a tendência dos pais de subestimar o peso das crianças. Contudo, diz que, até onde sabe, a análise foi pioneira ao indicar que esse problema está piorando ao longo dos anos. Ele diz que é preciso investigar melhor o motivo por trás desse aumento. Mas Duncan tem um palpite: “É provável que a percepção errada aumente à medida que também cresça a prevalência da obesidade infantil”, afirma.

Diretora do Departamento de Obesidade Infantil da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), a endocrinologista Maria Edna de Melo observa que, no geral, pais obesos de fato tendem a enxergar os filhos como estando com peso normal. Ela ressalta que isso ocorre até nos consultórios médicos. “Muitas vezes, o profissional de saúde também está acima do peso e acaba subestimando a obesidade da criança”, diz. Outro motivo apontado por Dustin T. Duncan na pesquisa da Childhood obesity é o medo do julgamento. “Para alguns pais, reconhecer que os filhos estão com um peso não saudável pode ser o mesmo que dizer que eles não cuidam bem de suas crianças”, diz o pesquisador.

Estereótipo

Há um outro problema, destaca Alyssa Lundahl, psicóloga da Universidade de Nebraska, nos EUA, que realizou um levantamento semelhante ao conduzido por Duncan. “O estereótipo é algo muito forte. Normalmente, o sobrepeso e a obesidade infantil são retratados de forma severa, com imagens de obesos mórbidos, o que pode distorcer a compreensão que os pais têm do que é o sobrepeso e a obesidade”, pondera a especialista americana. No estudo que ela coordenou, publicado na revista Pediatrics, uma das formas de avaliar a percepção sobre o peso das crianças era mostrar aos participantes fotos de meninos e meninas com peso baixo, peso normal, sobrepeso e obesidade. Mais de 50% das imagens foram analisadas de forma incorreta.

A endocrinologista Maria Edna de Melo, que também coordena a liga de obesidade infantil do Hospital das Clínicas da USP, observa que não se deve confiar nos olhos quando o assunto é peso. “Eu mesma, às vezes, olho uma criança e acho que está com peso normal porque algumas são aparentemente magras”, reconhece. Porém, ela jamais deixa de colocar as informações dos pacientes na curva de escore-z de IMC, o método apropriado para calcular a obesidade infantil. A curva indica a posição relativa do índice de massa corporal da criança dentro de sua faixa etária e sexo. Para que os pais possam fazer essa avaliação, a página da Abeso oferece a ferramenta on-line, em www.abeso.org.br/atitude-saudavel/curva-obesidade.

O autor da pesquisa publicada na Childhood obesity defende que os profissionais de saúde se envolvam mais na questão do peso dos pequenos pacientes e passem a orientar melhor os pais. “Precisamos que a comunicação entre pediatras e pais seja mais eficaz. O reconhecimento do status de peso é o primeiro passo para conseguirmos efetivar estratégias bem-sucedidas de combate à obesidade”, afirma.

Quanto mais cedo isso for feito, melhor. Maria Edna de Melo conta que no Hospital das Clínicas da USP, as crianças de até 5 anos são as mais fáceis de trabalhar porque o controle da alimentação e das atividades físicas nessa faixa depende quase exclusivamente dos pais. Dos 5 aos 12, os pequenos passam a questionar mais. Somente entre 14 e 15 anos, é que se mostram dispostas a deixar a obesidade para trás. “Nessa idade, elas já passaram por muito sofrimento, muito bullying”, observa a médica.

Fonte: Paloma Oliveto – Correio Braziliense

Posts

Homosexualidade e pornografia na infância.

meu-filho--homossexual_ANa infância, a criança ainda não tem desenvolvido o desejo afetivo-sexual. Isso vai acontecer na adolescência. Portanto, não se pode julgar as palavras ou comportamento das crianças como se elas tivessem nisso as mesmas intenções e referências do adulto. Uma garota de 8 anos tem como referência de namoro/marido alguém que se gosta muito e com quem deseja estar, brincar, conversar… Nessa idade, os garotos são “uns chatos” para elas e elas “umas chatas” para eles. Não se entendem, e seriam as pessoas menos desejadas para se brincar. Enquanto que a amiga, que pensa e gosta das mesmas coisas que ela seria a companhia ideal. Portanto, não achem que existe uma tendência homossexual se sua filha disser que quer casar com uma amiga. Quando elas falarem algo assim, devemos ouvir, mas não julgar… Só o tempo vai dizer se a criança será ou não homossexual. Que não é em hipótese alguma uma condição errada, mas apenas diferente! E não há o que se possa fazer para que as pessoas tenham a orientação afetivo-sexual de acordo com o que desejamos. Quanto mais se repreender, maior será o sofrimento das pessoas, e isso não mudará seu desejo afetivo-sexual.

O tema “homossexualidade” foi muito falado nas redes sociais depois do beijo entre dois homens na novela Amor à vida. Um dos maiores medos dos pais é o de que a criança ache que é muito “normal” ser homossexual e se influencie.

Este tipo de situação pode ser transformada em oportunidade para conversar com as crianças sobre o respeito à diversidade sexual. É importante lembrar que filmes, novelas e noticiários podem ser ótimos “ganchos” para tratar de temas importantes.

Uma boa forma de conduzir a discussão em casa ou em classe (quando surgir o assunto ou uma dúvida direcionada) é usar a metodologia da problematização. Convide a criança para um bate papo e observar as perguntas que surgirem. Ouvindo a criança teremos condições de identificar preconceitos e sinais de desinformação para então organizar intervenção, levando em conta sua idade e os tipos de inquietações.

A homossexualidade é um fato presente na sociedade. Ela deve ser respeitada. Para isso, não é necessário ser militante e muito menos fingir ser o que não é. Respeitar, nesse caso, não significa aprovar, admirar ou venerar. O respeito que devemos desenvolver nas crianças é o princípio de não discriminar ou ofender outra pessoa por causa de sua forma de viver ou de sua condição de amar. É essa atitude que combate a homofobia.

Ninguém se torna homossexual porque vê duas pessoas do mesmo sexo se beijando. E muito menos porque teve a oportunidade de refletir e desenvolver um pensamento crítico e compreensivo sobre o relacionamento entre estas pessoas.

Existem muitas pesquisas e teses sobre homossexualidade. Para o antropólogo Luiz Mott “Se comprovarem que há uma raiz genética, estará claro que a homossexualidade não é uma escolha”, afirma.

Outro argumento pró-pesquisas diz que saber a origem do próprio comportamento aplaca um pouco a ansiedade. “Vemos a preocupação do homossexual em não ser discriminado, mas também a dos pais, que se sentem responsáveis e querem entender até que ponto esse sentimento procede”, diz Carmita Abdo, psiquiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo e coordenadora do projeto Sexualidade, maior pesquisa já feita sobre os hábitos sexuais dos brasileiros.

Há uma pesquisa de 1993, com Dean Hamer, do Instituto Nacional do Câncer, nos EUA. Hamer percebeu que dentro das famílias havia muito mais gays do lado materno. A descoberta atraiu sua atenção para o cromossomo X (mulheres têm dois cromossomos X, enquanto os homens têm um X e um Y). Em seguida, a descoberta: usando um escâner, Hamer viu que uma região do cromossomo X, era idêntica em muitos irmãos gays. O que ele descobriu não foi propriamente um único gene gay, mas uma tira de DNA transmitida por inteiro. A notícia provocou rebuliço, mas ainda não foi totalmente aceita por outros estudos. A conexão entre genes e orientação sexual sugere que as pessoas não escolhem ser homossexuais, mas nascem assim. Enfim, a sociedade começou a ver na ciência a resposta contra a ideia de que comportamento homossexual era escolha, era doença, era “antinatural”.

Pornografia

A pornografia não é uma questão nova. O que mudou recentemente foi a facilidade de acesso a esse material, principalmente a partir da internet: crianças e jovens ficam a um clique de imagens e vídeos. Na União Europeia (UE), por exemplo, um concluiu que 25% dos jovens com idade entre 9 e 16 anos já tinham visto imagens de cunho sexual.

O problema é que em vez de ensinar, a pornografia pode causar insegurança, ansiedade e ainda distorcer as ideias dos jovens sobre as relações e as práticas sexuais

Numa única navegada um jovem pode descobrir coisas e entrar em contato com cenas sexuais que nem poderiam imaginar que existiam ou que seriam possíveis de existir, ou, pior, de se admitir. Esse é o perigo da pornografia: um sexo virtual que pode está bem longe da realidade.

Daí a importância da Educação Sexual na escola, além da orientação dos pais. Diminuir a curiosidade sexual de crianças e adolescentes, e esvaziar a busca por sites de pornografia são atitudes importantes, que certamente irão melhorar a qualidade de vida sexual de nossos jovens.

Precisamos trabalhar temas que deem respostas às dúvidas sexuais e alertar as crianças para os riscos dos sites “diferentes”, que eles não conheçam (pornográficos). Outra atitude importante é dizer às crianças que não podem entrar em Sites desconhecidos e orientá-las a fazer pesquisas escolares em Sites específicos, e não simplesmente colocar uma palavra no Google.

Caso o adulto descubra que a criança já viu conteúdos pornográficos não deve repreendê-la e sim tentar entender qual era a sua curiosidade, saber o que foi que ela viu e explicar que na pornografia, nem tudo é real e que há muitos truques para chamar a atenção dos consumidores. Os empresários do sexo pornô apelam para situações e ações extremamente raras ou fictícias, usando, inclusive, recursos fotográficos como a montagem.

Desejo e realidade

Precisamos separar a nossa expectativa em relação à vida dos nossos filhos da realidade com que eles têm de lidar e vivenciar.

Na época em que estamos vivendo, não podemos ser firmes na deia – ou a esperança – de que nossos nem sequer pensem em sexo. Uma pesquisa recente mostrou que a primeira relação sexual dos brasileiros está ocorrendo por volta dos 13 anos, mesma idade registrada nos Estados Unidos e Austrália.

Hoje um casal de adolescentes pode passar um longo tempo juntos, em sua própria casa, na casa de amigos, em uma balada, em um shopping ou mesmo no cinema.

O que os jovens fazem ou não com o seu interesse sexual – que, como vimos na pesquisa, existe! – depende da Educação Sexual que tiveram, isto é, dos valores, da capacidade de tomar decisões e lidar com os desejos, da aprendizagem sobre prevenção, da sua autoestima… Por isso é tão importante conversar, amar, orientar e observar as questões emocionais desde a infância.

Ouvimos muito que as crianças e jovens “não estão preparados” para lidar com esse tema. Concordamos, afinal, quem já nasce preparado para alguma coisa nessa vida? Nosso papel, como pais e educadores é justamente prepará-los para lidar com mais estas questões (da sexualidade), de acordo com o seu interesse e com sua capacidade de compreensão dos fatos. Eles anseiam saber! Precisamos respeitar a fase de cada um, e não impedir o conhecimento. Perceber que nossos pequenos estão crescendo, que não devemos estimulá-los com roupas e músicas, que devemos ter cuidado e observar as brincadeiras…

Muitas vezes, o sexo é reduzido ao prazer do corpo e às manifestações genitais. No entanto, a sexualidade é um instrumento que propicia experiências indispensáveis ao crescimento pessoal, à autonomia e ao desenvolvimento da individualidade e, até mesmo da cidadania, uma vez que envolve o modo como cada um entende e interpreta seus direitos e deveres para consigo e com os outros, em relação à condição de gênero, a função reprodutiva e a capacidade de se relacionar afetivo e sexualmente.

Quando se nega o trabalho de Educação Sexual ou se adere ao discurso de que esse tema é “inadequado” às crianças, é preciso refletir: O papel da família e da escola é de ser um elemento transformador.

Para caminharem sozinhos, os jovens precisam abastecer a bagagem da vida com conhecimentos. Sejam eles adquiridos nas experiências familiares, seja na vivência pessoal, mas também por meio de ensinamentos formais da escola e da emoção de um livro.

Texto escrito por Gabriela Camarotti

Fontes:

Revista Nova Escola – Edição de Novembro/14

Blog Gente que Educa

Blog Direto ao Ponto

Revista Nova Escola – Edição de fevereiro/14

Carmita Abdo – Escritora e Psiquiatra