Posts

Sono x Aprendizagem

iStock_000068761197_Small-e1439319417808

Com o corre-corre da atualidade, estamos dormindo cerca de 20% menos do que os nossos antepassados, porque trabalhamos e estudamos por mais horas e ainda temos várias programações sociais noturnas. Não só os adultos, mas também as crianças e os adolescentes estão cada vez mais com as horas do dia comprometidas com tarefas e compromissos, reduzindo as horas disponíveis para o sono.

Muitas vezes ouvimos falar que a criança cresce enquanto dorme. Isso é verdade se considerarmos que na infância, a maioria dos hormônios do crescimento são liberados durante o sono.  Crianças que dormem mal possuem mais chances de terem problemas no seu desenvolvimento físico. Uma boa noite de sono repara os desgastes dos músculos e renova o sistema imunológico para um melhor desempenho, além de favorecer um equilíbrio do humor.

O sono noturno ajuda a controlar o metabolismos energético, relacionado à alimentação. A neurologista Rosa Hasan, responsável pelo laboratório do sono do Hospital São Luiz (SP), explica que o sono de qualidade ruim, desorganiza o metabolismo e prejudica a síntese de alguns hormônios, favorecendo a doenças como obesidade e depressão.

Nas últimas décadas, os cientistas descobriram que o sono é mais do que uma simples regeneração do nosso sistema nervoso. Durante o sono, dá-se a ativação do processo de aprendizagem, essencial para a formação da memória de longo prazo. Durante o sono, o cérebro não desliga, continua ativo.  Quando entramos em sono profundo, ativamos o cerebelo e as regiões frontais do cérebro que renovam nossa coordenação motora e a capacidade de planejar e executar tarefas, além de processar e armazenar as experiências vividas (aprendizagem do dia).

Uma boa noite de sono favorece a atenção e concentração durante o dia, enquanto um sono ruim dificulta a concentração que gera diminuição de registro na memória, além de favorecer para uma agitação do pensamento, que Augusto Cury denomina de SPA- Síndrome de Pensamento Acelerado. É muito comum que essa síndrome seja confundida com TDAH- Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, devido à agitação e dificuldade de atenção.

Pesquisas recentes mostram a importância não só do sono noturno, mas também os “cochilos diurnos” para fortalecer a memória. Os neurocientistas levando em consideração o cronotipo de cada indivíduo (preferência por determinados horários para realização de tarefas) dividem os indivíduos em matutinos, os que preferem dormir e acordar cedo e vespertinos, que enfrentam enormes dificuldades em dormir e acordar cedo. Isso acontece devido ao ritmo biológico de cada indivíduo.  Essa diferença se acentua na fase da adolescência, onde ocorre um atraso em relação ao relógio biológico, dificultando o acordar cedo e dormir cedo. Por esse fato biológico, alguns neurocientistas defendem a mudança no horário de início das aulas para os adolescentes, começando pelo menos duas horas mais tarde, porém os críticos ainda defendem que acordar cedo é uma questão de hábito, ignorando em pleno século XXI, os fatores do desenvolvimento biológico. Um bom cochilo diurno ajuda no bem estar da criança, no crescimento, no autocontrole emocional, no humor, na memória e no desenvolvimento em geral.

Assim como aprendemos a respeitar as diferenças individuais ligados ao desenvolvimento cognitivo e emocional, precisamos aprender a respeitar as diferenças ligadas aos desenvolvimentos biológicos de cada indivíduo, mas como toda nova experiência, temos que ter paciência para que ocorra assimilação e acomodação das novas descobertas biológicas.

Diante do conhecimento da importância do sono, surge a dúvida da quantidade ideal de horas para um bom sono noturno. Todos já ouviram dizer que é necessário dormir 8h por dia para se sentir bem. A quantidade ideal de horas para um bom sono noturno varia com a necessidade de cada indivíduo. Alguns indivíduos necessitam de apenas com 6 horas de sono para se sentirem bem, enquanto outros de até 10h.  Neurocientistas estabelecem uma média para adulto de 7 à 8 horas de sono diário, enquanto as crianças de 2 à 5 anos, precisam de 11 à 13 horas de sono ( noturnos e diurnos), Crianças de 6 à 10 anos, de 9 à 11 horas de sonos noturnos e os adolescentes precisam de uma média de 10h noturnas.

Conhecendo a importância do sono para o nosso cérebro e para nosso desenvolvimento geral, devemos tentar viver em harmonia com o nosso sistema neurofisiológico. Como vimos, a falta de boas noites de sono causam muitas consequências importantes: diminui a memória e atenção, aumentam risco de problemas cardíacos, aumenta o risco de obesidade, diminui a imunidade, ocasionam aparência cansada, altera o humor, favorece dores musculares, entre outras. Mesmo consciente dessas consequências, a privação de sono é uma realidade crescente na nossa sociedade. A correria do dia a dia, as extensas jornadas de trabalho e estudo e o crescente uso de aparelhos eletrônicos são fatores impactantes na qualidade do sono. Tudo isso nos convida a parar e refletir sobre os nossos hábitos de vida. Devemos tirar o pé do acelerador, diminuindo o ritmo de compromissos, disponibilizando mais tempo para o sono. Para que assim tenhamos ótimas noites de sono e dias bem mais tranquilos e produtivos.

Texto escrito por Betânia Carneiro Leão ( Fonoaudióloga e Supervisora Pedagógica da Escola Vila Aprendiz)

Posts

EM QUE TEMPO ESTAMOS VIVENDO?

5360bd81e3f4504b4d564c120ab89c20_XL

Cronologicamente estamos vivendo no século XXI. Algumas pessoas tão preocupadas com o futuro, perdem as maiores riquezas do presente; outras estão tão arraigadas ao passado que reproduzem modelos arcaicos e sem significados.

O que fazer diante desta dicotomia? Qual o caminho a seguir?

Mario Sergio Cortela faz uma analogia interessante, que nos ajuda a refletir diante desta situação. Ele diz: “Se os alunos não são mais os mesmos, se o mundo não é mais o mesmo, como fazer do mesmo modo?”.

Em um automóvel, o retrovisor é sempre menor que o para-brisa. Claro! Porque passado é referência, não é direção. Nosso horizonte, que é o que o para-brisa mostra, é o futuro.

Algumas pessoas pensam em educação como um veículo que tem um para-brisa menor do que o retrovisor. Em todo o instante miram o passado, achando que as respostas estão em outros tempos. Muitas vezes elas podem estar lá mesmo, porém de lá só devemos trazer aquilo que precisa ser preservado, protegido e levado adiante. Contudo, muitas vezes, no nosso passado, o que encontramos é arcaico, aquilo que deve ser superado, deixado de lado. Estamos vivendo momentos de crise em nosso País, mas crise é um momento em que o que é velho ainda não morreu e o que é novo, ainda não nasceu. Esses momentos graves nos levam a parar, respirar e escolher caminhos.

Cortela diz que os momentos graves significam, como sempre na história da humanidade, a possibilidade de momentos grávidos. Sim, assim como a mulher grávida sofre para dar a luz, momentos graves são também grávidos! Afinal de contas, toda situação grave contém uma gravidez, ou seja, a possibilidade de dar luz a uma nova situação.

Porém, na educação, muita gente enxerga só a gravidade do momento e não vê a gravidez que ela contém. Passa a vida lamentando o tempo presente e recorrendo ao passado como o tempo ideal.

Enquanto reproduzimos uma educação “tradicional”, ou melhor, arcaica, a Finlândia, país primeiro colocado no ranking de educação, não se acomoda na condição de modelo educacional, “inicia mais uma reforma em busca de melhorias”, detalha Marjo Kyllonen, secretária de educação de Helsinque, numa entrevista a revista Educação, em Janeiro deste ano.

É de conhecimento de todos os educadores, que a educação tradicional foi criada para a era industrial, onde o foco era o trabalho individual, obediência `as regras, produção em massa e estabilidade no mercado de trabalho.

Mas o mundo mudou, as famílias mudaram e as crianças mudaram. Como essas crianças, educadas em um sistema arcaico, serão absorvidas por um mercado que busca criatividade e coletividade?

Marjo Kyllonen diz: “não estamos preparando as crianças adequadamente para o que vem por aí e para o que já está acontecendo.”

Se ela, que está a frente de uma Educação considerada a número um no mundo, faz esse alerta, o que diremos nós, educadores brasileiros, que lutamos para informar a nossa geração de pais que a escola que os formou tem que viver transformações para formar seus filhos?

Agora a realidade é outra, a do disciplinamento da convivência, do uso de tecnologia e da capacidade de construção de uma escola que não seja arcaica, que saiba lidar com aquilo que é secular, mas que não pode estar em outro século que não o século em que ela está.

O outro século tem que vir para agora e não a Escola estar em outro século. Mudança é algo muito difícil para nós humanos, sentimos prazer naquilo que nos é familiar, mas às vezes precisamos promover mudanças. Um ditado árabe diz: “Homens são como tapetes, às vezes precisam ser sacudidos.” É preciso dar uma sacudida e tirar a poeira de tempos em tempos.

Agora, vamos rever  nossos conceitos, flexibilizar nossas atitudes e alterar nossa postura para que possamos viver literalmente o século XXI.

 Fonte: Texto escrito por Sandra Kattah – Diretora Pedagógica da Escola Vila Aprendiz

 

Posts

Como lidar com o tema “perdas” e a morte com as crianças?

luto

Morreu o cachorrinho… E agora? Como dar a notícia? Dizer que virou “estrela”?

Acolher as inquietações de cada um e responder às dúvidas com explicações verdadeiras é um caminho para auxiliar a superar uma perda, seja ela qual for.

TERMINA A VIDA. O QUE VEM DEPOIS? Quem enfrenta a tristeza de uma morte vivencia o luto até a perda ser aceita. Para auxiliar a enfrentar essa fase, que é importante ser “falada” e vivida, é preciso falar com sinceridade. Respostas fantasiosas tendem a prolongar o sofrimento.

“É uma coisa curiosa, a morte (…). Todos nós sabemos que o nosso tempo neste mundo é limitado e que eventualmente todos nós acabaremos embaixo de algum lençol para nunca mais despertar. E, no entanto, é sempre uma surpresa quando isso acontece com alguém que conhecemos.” Reflita por alguns instantes sobre como você se sentiu ao ler essa citação do autor infanto-juvenil Lemony Snicket, no livro Raiz-Forte. Quais sentimentos prevaleceram: medo? Resignação? Indignação? Identificação? A resposta depende da maneira como cada um lidou (e lida) com as inevitáveis perdas que a vida nos traz – a de um amigo que se mudou para longe, o desaparecimento de um animal de estimação ou a morte de um parente querido. Sempre que um desses eventos ocorre, passamos pela chamada elaboração do luto – um processo psicológico que atinge o indivíduo, sua família e os grupos da sociedade dos quais ele participa, um período doloroso (e necessário) de intensa tristeza, que dura até que a pessoa aceite a perda e possa seguir em frente com a vida.

Embora as crianças (sobretudo as mais novas) ainda não compreendam inteiramente a ideia de morte, o assunto deve ser discutido na escola e em casa para que elas tenham a oportunidade de trocar opiniões com os colegas e também encontrar apoio para encarar o sofrimento. A origem da crise, em geral, se dá com a morte de um familiar ou de uma pessoa próxima, mas também pode ocorrer em casos como a separação dos pais, a morte de uma personalidade famosa e até de uma mudança brusca, como a troca de cidade ou de escola. Todas essas situações geram dificuldades para as crianças. Como o comportamento das pessoas ao redor interfere no enfrentamento das perdas, uma intervenção adequada no momento certo é de grande importância, podendo ajudar no encaminhamento do luto e no restabelecimento das condições emocionais dos pequenos.

Para os estudiosos do tema, o principal requisito para uma atuação eficaz é se apoiar na verdade. Afinal, uma informação distorcida pode interferir na conscientização da perda e na sua aceitação. “A morte faz parte do processo da vida. Contar uma mentira, dizer que a pessoa foi viajar, que virou estrela ou qualquer outra resposta evasiva só irá prolongar o sofrimento. Quando se deparar com a verdade, a criança se sentirá enganada e a relação de confiança será quebrada”, explica Valéria Tinoco, supervisora do Instituto de Psicologia 4 Estações, em São Paulo.

VAI-SE O LUTO, FICAM AS LEMBRANÇAS. Passado o período de intensa tristeza, a criança não esquece o que ocorreu. A perda continua sendo uma lembrança muitas vezes dolorosa, mas já não a impede de tocar a vida em frente. Isso, entretanto, não significa que a discussão seja simples. E não é simples porque são raros os pais que educam os filhos para enfrentar perdas, como são raras as escolas que incentivam discussões sobre o tema. Acredita-se que o tempo se encarregará de ensinar. Não pode ser assim. É preciso falar que nossa existência é finita. Desde os 2 anos, a criança é capaz de entender a perda: um animal de estimação que foge, a ausência dos pais e a morte em desenhos animados. Porém, até os 3/4 anos ela tem a ideia de que isso é reversível.

Aos 4 anos, o medo e a culpa começam a andar juntos. Nesta fase ele começa a ter medo que seus desejos de ira contra seus entes queridos se torne realidade. É importante deixar claro em uma conversa entre pais e filhos que, por mais que ele esteja zangado por algum motivo, isso vai passar e o amor entre eles não será abalado.

Ao passar do tempo os medos começam a possuir mais relação com a realidade. Os medos mais comuns entre 6 e 7 anos são o fracasso escolar, de perder pessoas queridas, de errar.

 O que eles mais temem?

Aos 6 anos 

  • Pessoas deformadas (temem que o problema aconteça com elas);
  • Chegar atrasado à escola;
  • Ser esquecido na escola;
  • Fracasso escolar;
  • Medo do erro;
  • De perder as pessoas queridas;
  • Da rejeição social

Aos 7 anos

  • Escuro;
  • Seres sobrenaturais;
  • De passar por ridículo;
  • Fracasso escolar;
  • Medo de errar

Como lidar com o medo:

  • Dar atenção, questionar e estimular a criança a enfrentar o medo. Ela encontrará sozinha uma solução para as suas fantasias.
  • Não fale demasiado sobre o assunto para evitar que a criança fique mais ansiosa.
  • Mude de assunto e distraia. Mas nunca deixe de responder aos questionamentos.
  • Fale sempre a verdade sobre os medos reais para que a criança tenha a noção de perigo. Ela tem de saber, por exemplo, que as escadas e as piscinas representam alguns riscos, mas não é preciso exagerar.
  • Brinque com o seu filho e entre na fantasia dele. As experiências lúdicas ajudam a lidar com as suas ansiedades, o bicho mau é um exemplo.
  • Bonecos e brinquedos treinam a criança para a vida. As crianças gostam de representar em brincadeira o sentimento de medo frente a uma situação real, como a ida a um hospital.
  • Faça a apresentação formal das pessoas para que a criança saiba que aquele estranho tem autorização dos pais para se aproximar.
  • Ofereça objetos para que a criança se sinta mais segura, principalmente na hora de dormir. São os objetos aos quais chamamos transacionais e que reduzem a ansiedade da criança até adormecer.
  • Avalie a intensidade do medo e fique atenta para o limite da normalidade, que faz parte da rotina saudável da vida.

Texto adaptado por Gabriela Camarotti. Fontes: Blog Oficina de Psicologia, Revista Fábulas).

Posts

TV, games e aprendizado

kids-watching-television-600x400

Quando o assunto é TV, games e outros dispositivos eletrônicos, a Academia Americana e a Sociedade Brasileira de pediatria concordam: o ideal é “zero telinha” até os dois anos de idade. Dos 2 aos 5 anos, o tempo dedicado aos eletrônicos deve ser, no máximo, de duas horas por dia, somando todos os meios. Infelizmente as famílias não seguem esta cartilha. Segundo a neuropediatra Christian Muller, “Os prejuízos são físicos (dores de cabeça, problemas de vista precoce, alterações na postura), emocionais e comportamentais (irritabilidade, agressividade, alteração no sono, sexualidade precoce, dificuldade de aprender e se concentrar)”. Segundo a Neuropsicóloga Adriana Foz, “as crianças que são submetidas à TV e jogos por muitas horas deixam de emitir ordens cerebrais do tipo ‘beta’, que são responsáveis por medir a atividade do lóbulo frontal, que controla as emoções. Assim, quando o nível de ondas beta diminui, as pessoas se irritam com mais facilidade e apresentam problemas de concentração, explicou o pesquisador. Isso foi comprovado após estudos realizados com 240 crianças, entre 3 e 9 anos.

Os jogos eletrônicos provocam ainda mais distúrbios de atenção, dificuldade de aprendizagem e de hiperatividade do que a TV. Na maioria dos jogos utilizados normalmente com muita luz e ação de movimentos repetitivos, sucedendo-se com rapidez, a reação do jogador é sempre automática, pois o pensamento consciente é muito mais lento. Assim, esses jogos representados em máquinas especiais como Playstation e Game Boy, conseguem exibir da ordem de um bilhão de imagens por segundo, mas só quem “percebe” isso é o cérebro. Ou seja, esta prática provoca uma deseducação da concentração. Como uma criança vai tolerar ficar quieta em uma carteira, em processo de alfabetização escolar, se estão viciadas em agir freneticamente nos jogos eletrônicos de ação? Atenção exige concentração mental.

Estamos falando aqui de dificuldade em aprender, que gera baixa autoestima, afastamento social e tantos outros “sentimentos” que podem ser transformados em patologias e/ou problemas graves durante o crescimento.

O aumento do uso de drogas psicotrópicas pode ser devido justamente à incapacidade de se criar imagens interiores, capacidade prejudicada pela TV e pelos jogos eletrônicos; como isso talvez seja uma necessidade, elas são criadas artificialmente pelas drogas.

Quem lê exercita seu pensamento lógico ou imaginativo. Quem vê TV ou joga video game está cada vez mais prejudicando sua capacidade de imaginar e pensar. Isso é ruim para adultos, mas é trágico no caso de crianças e jovens, que não aprendem a controlar seu corpo e suas ações.

Augusto Cury, médico estudioso da função cerebral há mais de 30 anos, descobriu a Síndrome do Pensamento Acelerado. Essa síndrome diz respeito à construção do pensamento. Quando pensamos rápido demais ou em excesso, violamos o que deveria ser inviolável: o ritmo da formação do raciocínio/ pensamentos.

Isso gera consequências seriíssimas para a saúde emocional, como a ansiedade. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 20% da população sofre com a depressão. A ansiedade provavelmente é sentida por 80%, de crianças a idosos. Pensar é bom, pensar com consciência crítica é ótimo, mas sem gerenciamento, desenvolver uma atividade cerebral impulsiva é uma bomba para a saúde psíquica, para o desenvolvimento de uma mente livre e criativa. Toda vez que hiperaceleramos os pensamentos, a emoção perde em qualidade, estabilidade e profundidade. São necessários cada vez mais estímulos, aplausos e reconhecimento para sentirmos migalhas de prazer. E assim estamos formando uma sociedade infeliz e cheia de problemas.

 

Texto: Gabriela Camarotti

 

 

Posts

Brincar é coisa séria

ft blog

Brincar é uma expressão que está naturalmente dentro do homem, e que pode ser manifestada de diversas formas.

O essencial de brincar é a liberdade de tempo, de espaço e de criação. Quem brinca é espontâneo, e a espontaneidade é a linguagem da alma.

Brincar é viver em plenitude, é uma forma de afirmar a alegria da vida.

Brincar é a maneira mais simples de reorganizar nossa rotina, de mostrar o nosso interior, o nosso lado avesso.

A partir da brincadeira o ser humano faz os contatos sociais mais puros. É uma necessidade básica, que deveria ser explorada com mais seriedade. Até os animais brincam… E através do ato de brincar eles se descobrem, se relacionam, se conhecem, medem força, treinam, conquistam o respeito e seu espaço.

Com o humano não é diferente, porque brincar é necessário para a construção do ser. E esta necessidade se estende para além da infância. É como se fôssemos um violão, que só ecoa sua mais bela canção quando todas as cordas são dedilhadas, são “acionadas”. Mas infelizmente tem gente que morre e só aciona uma ou duas cordas do violão da sua vida.

Brincar é uma coisa séria: faz ficar focado, faz levar um objetivo até a última consequência, desperta dedicação e prazer. Os adultos deveriam realizar suas atividades com a “seriedade” das brincadeiras infantis… Porque é na brincadeira que a criança é unidade, é inteira: sente, pensa, vive, vai além, exagera, extrapola.

Quando a criança pensa em fazer um carro de rolimã ela pensa nele por inteiro. Planeja o que vai precisar, pesquisa, executa… E brincando ela vai achar a solução para os problemas que surgirem, vai ser criativa, vai se reinventar quando algo der errado, vai lidar com a frustração, vai pedir ajuda. Quem não brinca fica diminuído nas suas possibilidades.

Brincar é visto por Winnicott (1975) como uma forma de desenvolvimento universal. Conduz a criança aos relacionamentos grupais, facilitando o crescimento e servindo de meio de comunicação, principalmente nos processos psicoterápicos. Algumas vezes, por si só, a brincadeira é autocurativa, pois o brinquedo ajuda a criança a elaborar as dificuldades emocionais sem que perceba que isso está acontecendo. Freud (1907) dizia que as ocupações favoritas e mais intensas das crianças são os brinquedos e os jogos, e ainda a compara a um escritor criativo, pois a criança é capaz de criar um mundo próprio, cheio de imaginação e riqueza de detalhes. Ela leva a sério sua brincadeira e investe muita emoção nela, conseguindo, entretanto, distinguir brincadeira e realidade. Os brinquedos e os jogos funcionam também como estabelecedores de regras, ajudam o desenvolvimento da coordenação motora e da linguagem.

Proibir a criança de brincar é matar o ser humano no seu início, pois a nossa essência nasce daquilo que nos é fornecido na infância. O conteúdo das brincadeiras, a leveza, a forma de olhar para a vida, insistir no que queremos e não de encontrar obstáculos para nossos objetivos.

Estas características são tão construtivistas e essenciais na formação de um adulto, de um pai, de um profissional, que se pararmos para ler, estudar e fazer uma conexão entre a importância de brincar e os grandes nomes da tecnologia, o que encontraremos? Onde estão os filhos das pessoas que mudaram o mundo com potências como a Apple, Google e Microsoft? Estão brincando em fazendas, livres, em contato com a natureza, longe dos eletrônicos. Eles querem garantir a essência da infância, porque já perceberam que essas crianças são as mais felizes, as mais otimistas, as que serão mais criativas e que irão inventar coisas mais interessantes. Até seus escritórios são diferentes e seus funcionários “livres”. O brincar do adulto é seu processo criador. E é claro que esta criança que planeja brinquedos, cria jogos, anda com os pés descalços, escuta música, dança cantiga de rodas, joga peão, pula corda, etc., será um adulto alegre, e muito mais lúdico e criativo na sua essência.

E assim sendo, não importa a profissão que ele vai escolher, sua probabilidade de ser feliz e ter sucesso é muito grande. Porque será um médico que fala com os pacientes de forma diferente, um arquiteto que cria traços mais ousados, um pintor com novas técnicas de imagem, um pedagogo com olhar diferente…

Não dá para determinarmos o que nossas crianças vão ser quando adultos, mas podemos “implantar” nelas, através da brincadeira, caracteristicas essenciais para serem especiais, para lembrarem sempre de que há uma criança morando em cada adulto, e que esta criança precisa ter voz e vez, pois mantêm em nós o território sagrado da infância, que nos faz olhar o mundo com esperança, compaixão, humildade e leveza.

 

Texto escrito por Gabriela Camarotti

 Fontes: FREUD, S. (1907/8) Escritores Criativos e Devaneios. /WINNICOTT, D. W. O Brincar & a Realidade. Ed. Imago: RJ, 1975/Filme Tarja Branca – A Revolução que Faltava, dirigido por Cacau Rhoden/www.portaleducação.com.br/ monografias.brasilescola.uol.com.br

Posts

Neuropsicopedagogia, você sabe o que é isso?

cerebrito.jpg

Em entrevista a Revista VEJA do mês de Abril, o neurocientista português António Damásio, 69 anos, e um dos maiores nomes da neurociência na atualidade, fala sobre como as emoções e sentimentos são essenciais ao influenciar a tomada de decisões e moldar a razão humana, e fazer o indivíduo aprender. O neurocientista afirma ainda que a felicidade está ligada a certas moléculas químicas e a tristeza a outras. Quando estamos felizes as imagens e informações se sucedem com mais rapidez, se associam mais facilmente. Na tristeza, na angústia, na pressão de alguma situação, as imagens passam muito mais devagar e ficam como que impressas ali por um tempo, na memória sensorial ou de curto prazo. O ponto ideal para desenvolver o raciocínio é a afetividade, a felicidade sem euforia, porque na euforia o pensamento se embaralha. E o que isso tem a ver com Neuropsicopedagogia?

Aliada a neurociência, a pedagogia e a psicologia trazem o amplo conhecimento das bases neurológicas do aprendizado e do comportamento, facilitando assim seu estímulo nos diversos contextos e, consequentemente, o sucesso no processo educacional.

Sua primeira descrição no campo científico se deu através de Jennifer Delgado Suárez, no artigo intitulado “Desmistificacion de la neuropsicopedagogía” no qual apresentou uma composição histórica da trajetória neuropsicopedagógica e ressaltou sua importância para o contexto educativo. A Neuropsicopedagogia é um novo campo de conhecimento, que une diversas áreas da pedagogia, psicologia e da medicina, contribuindo diretamente para os processos de ensino-aprendizagem. Através dos conhecimentos neuropsicopedagógicos existe a possiblidade de entender como se processa o desenvolvimento de aprendizagem de cada indivíduo, proporcionando-lhe melhoras nas perspectivas educacionais e dessa forma desmistificar a ideia de que a aprendizagem não ocorre para alguns. Na verdade sempre acontecerá a aprendizagem, entretanto para uns ela vem acompanhada de muita estimulação, atividades diferenciadas, respeitando um ritmo e um processamento da informação que não é igual para ninguém.

Dentro desta linha de pensamento as contribuições de Tokuhama-Espinosa (2008, apud Zaro, 2010, p. 204), podem ser consideradas de significativa importância e utilizadas como elementos importantes nas intervenções pedagógicas: a) Estudantes aprendem melhor se motivados, e o cérebro precisa de desafios novos a cada 15/20 minutos; b) ansiedade bloqueia oportunidades de aprendizado; c) o tom de voz de outras pessoas é rapidamente julgado no cérebro como ameaçador; d) as emoções têm papel-chave no aprendizado; e) nutrição impacta o aprendizado; f) sono impacta consolidação de memória.

Segundo as considerações acima é possível afirmar que o ato de aprender é complexo, e não envolve somente a memorização dos conteúdos. Assim, o grande desafio das instituições educacionais é conseguir atender às diversidades de aprendizagem, perceber e identificar como cada aluno aprende.

Apenas entendendo as bases do aprendizado, como o cérebro forma novas conexões, forma as memórias, a importância da motivação para a formação de talentos, para o desenvolvimento de habilidades, será possível lidar com as novas gerações de alunos. E esse deve ser o grande diferencial do educador, perceber que não é um ser somente de informação. Ele precisa saber qual o melhor método para que os alunos possam “consolidar” o conhecimento. Ter a clareza de que os conteúdos são comuns a todos, mas a metodologia de trabalho deve estar pautada em práticas que contemplem o indivíduo como seres únicos e capazes, transformando-as em cidadãos equilibrados emocionalmente, que saibam ser críticos e respeitar o outro, as regras da sociedade. Se as escolas não pensarem assim, em um desenvolvimento completo, estarão simplesmente reproduzindo o que o aluno poderá encontrar em qualquer mídia disponível na atualidade.

 

Escrito por Gabriela Camarotti

Fontes: HERCULANO-HOUZEL, Suzana. Neurociências na Educação.

www.neuropsicopedagogianasaladeaula.com.br/ Revista Veja – edição Abril 2015/ www.cienciasecognicao.org

Posts

O letramento precoce pode ser prejudicial

entenda-por-que-o-letramento-precoce-pode-ser-prejudicial

O letramento precoce é um assunto permeado por controvérsias. Enquanto algumas instituições de ensino apostam em atividades ligadas à leitura e à escrita, outras defendem a ideia de que é preciso preparar a criança antes de abordar esse tipo de assunto.

Introduzida pelo filósofo e educador austríaco Rudolf Steiner (1861-1925) em 1919, a pedagogia Waldorf defende que os pequenos (com até 7 anos de idade) tenham apenas uma responsabilidade na escola: brincar. Ao participar de jogos e atividades lúdicas, meninos e meninas desenvolvem diversas habilidades, entre físicas e motoras, além de um estímulo essencial para a vida: a confiança. Segundo a teoria, nessa fase o aluno tende a gastar muita energia e se prepara fisicamente – isso é fundamental para o seu desenvolvimento neurológico e sensorial. Tais capacidades refletem em domínio corporal, linguagem oral e, principalmente, contribuem para a inteligência da criança.

Em poucas palavras: na educação infantil, aprimorar essas características é mais importante do que aprender a ler o próprio nome. “Eliminar atividades que favorecem a criatividade e o pensamento pode ter consequências graves. Infelizmente, muitas dessas práticas estão sendo substituídas pela escolarização antecipada”, alerta Luiz Carlos de Freitas, diretor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Os ideais disseminados pelo croata têm ligação direta com estudos elaborados por outro profissional de renome na área, o psicólogo bielorrusso Lev Vygotsky (1896-1934). Ele dizia que a alfabetização é resultado de um processo longo e repleto de etapas, como gestos e expressões. Ao fazer um símbolo no ar, por exemplo, a criança já se manifesta a partir de uma linguagem mais próxima da escrita. Esse aprendizado gradual é imprescindível e deve acontecer nas classes de primeira infância, sem que atividades mecânicas de leitura e escrita atrapalhem ou forcem as etapas de desenvolvimento. “O letramento exige um grau muito grande de amadurecimento neuromotor. Desse ponto de vista, a criança só estará pronta para ser alfabetizada por volta dos 6 anos”, afirma Eliana de Barros Santos, psicóloga e diretora pedagógica do Colégio Global e da Escola Globinho. Segundo ela, brincar leva o aluno a compreender a si mesmo, seus sentimentos e o mundo em que vive. “Essa prática garante a formação das bases necessárias para a construção de outras linguagens”, comenta.

Estimular a leitura precoce, por sua vez, compromete tal formação. Além disso, pode ocasionar problemas como sobrecarga, deficiências na coordenação motora, apatia, desinteresse, desmotivação e estresse. “Aprender a ler não é simplesmente decifrar as letras, mas sim dominar um sistema simbólico, o que exige um grande amadurecimento neuropsíquico”, explica a diretora.

Essa discussão ganhou fôlego principalmente depois da implantação da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2013. Direcionada a estudantes do 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas, a prova avalia os índices de alfabetização e letramento em língua portuguesa e matemática. O objetivo é verificar se as crianças são preparadas corretamente para uma nova fase da vida estudantil. No entanto, uma questão defendida por muitos profissionais da área é que a aplicação de uma prova desse porte pode não ser tão benéfica quanto parece e ter reflexos já nas classes de educação infantil.

De acordo com Sandra Zákia Sousa, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), a ANA tende a fortalecer uma visão que já existe nas unidades escolares – a de que, na primeira infância, é preciso preparar os estudantes para a etapa seguinte, o ensino fundamental. “Fazer isso significa antecipar iniciativas relacionadas a processos de alfabetização e letramento, ou seja, o educador pula etapas importantes e passa a concentrar suas energias em algo que ainda não precisaria ser abordado”, diz.

Para Freitas, testes como a ANA deveriam acontecer apenas a partir do final do ensino fundamental. O formato também poderia ser diferente. O interessante, segundo ele, é que o método avalie as políticas públicas em geral e não a escola. “Um professor sabe muito bem em quais pontos seus alunos são bons ou não”, ressalta.

Pais podem contribuir
Ao mesmo tempo em que a instituição exerce um papel importante, os pais também devem redobrar o cuidado com o letramento precoce. De acordo com Sandra, a pressão pode começar a ocorrer dentro de casa, quando os familiares incentivam a criança a ler palavras ou a escrever nomes aleatórios. “É fundamental que todos se atentem a isso. No lar, bem como na escola, as atividades devem ser adequadas para a faixa etária”, diz.

Fonte: Revista Educação

Posts

Timidez ou autoestima baixa ?

timidez

 timidez é um sentimento saudável, mas desde que seja em dosagem certa. Quando ela causa incapacidade de interação com outras pessoas ou exposição em situações sociais, em níveis exagerados, afetando a qualidade das relações, passa a ser considerada uma fobia social. O comportamento tímido acontece porque a criança não confia ser capaz de corresponder à expectativa do outro e constrói uma imagem negativa de si mesma, se vendo inferior às demais pessoas, não acreditando na sua capacidade e, com isso, se envergonha. Por isso os pais devem ficar atentos ao desenvolvimento e ao comportamento dos filhos, para evitar que o problema não se desenvolva a ponto de prejudicá-los. “A timidez pode levar a um comportamento de isolamento, mas outros comprometimentos também podem levar a criança a apresentar um comportamento anti-social”, afirma  psicóloga Eliana de Barros, diretora do Colégio Global.

Como Ajudar?

Os pais são as principais figuras de referência das crianças, devem ser modelos de comunicação e socialização, além de proporcionar oportunidades para o filho interagir com outras crianças, estimulando atividades coletivas, mas sem forçar. Comportamentos  como empurrar a criança para enfrentar a situação ou comentar sua conduta na tentativa de esclarecer que seu medo não tem fundamento, são inúteis e podem até agravar a situação.

Contudo, a timidez demasiada pode ser prejudicial, pois o desenvolvimento das relações sociais e a criação de vínculos são essenciais para o crescimento saudável das crianças e adolescentes. Quando além das relações de amizade, o desenvolvimento escolar, o convívio com a frustração, com a relação de perda e ganho, também ficam comprometidos, é importante a observação de um especialista, pois a autoestima do pequeno pode estar sendo afetada.

“Crianças podem manifestar sintomas de depressão e ansiedade que conduzirão a criança a um isolamento progressivamente maior”, relata Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia. Precisar ficar atentos.

A autoestima é construída a partir de uma serie de fatores: genética, características pessoais, vivências, associações de valores e exemplos da casa ou da escola são os principais deles.

Na infância, contudo, todas as experiências são transformadas em marcas, sejam positivas ou negativas, e as vivências influenciam muito no futuro do indivíduo. “A família pode, mesmo sem querer, ensinar posturas derrotistas”, exemplifica a psicóloga Quezia Bombonatto. Mas não é só. Palavras duras, mal colocadas, e aprendizados traumáticos podem deixar sequelas ou serem intensificados pelas características depressivas já existentes.

O ambiente familiar é o fator que mais influencia na autoestima das crianças. Constantemente nossa autoestima se vê afetada pelas experiências e exigências que recebemos do mundo exterior. A sociedade exige que nos moldemos e que sigamos padrões de comportamentos, escolhas, iguais aos da maioria.

Se não cumprimos os requisitos exigidos tanto no ambiente familiar como na sociedade de um modo geral, a nossa autoestima, ainda que positiva, pode ser abalada.

Uma baixa autoestima pode desenvolver nas crianças, sentimentos como a angústia, a dor, falta de ar, o desânimo, a preguiça, a vergonha, e outros sentimentos ruins.

Dentro de cada um de nós existem sentimentos ocultos que muitas vezes não percebemos. Os maus sentimentos, como a dor, a tristeza, o rancor, e outros, se não remediados, acabam convertendo-se e ganhando formas distintas. Esses sentimentos podem levar uma pessoa não somente a sofrer depressões contínuas, como também a ter complexo de culpa, mudanças repentinas de humor, crise de ansiedade, de pânico, reações inexplicáveis, indecisões, inveja excessiva, medos, hipersensibilidade, pessimismo, e outros males.

A baixa autoestima pode levar uma criança a sentir-se desvalorizada, e, em razão disso, a estar sempre se comparando com os demais, supervalorizando as virtudes e as capacidades das demais pessoas. Sente que jamais chegará a ser como elas.

Essa postura pode levá-la a não ter objetivos, a não ver sentido em nada, e a convencer-se de que é incapaz de conseguir qualquer coisa que se proponha. O que acontece é que não consegue compreender que somos diferentes e únicos, e que ninguém é perfeito, que todos erramos e começamos de novo. Por isso é tão importante mostrar às crianças que o erro é a oportunidade para o recomeço, e que desse recomeço ela poderá obter um resultado ainda melhor. Isso serve desde a educação infantil, na execução das atividades escolares.

É dentro do ambiente familiar, principal fator que influencia na autoestima, que as crianças vão crescendo e formando sua personalidade. O que sua família pensa dela, é de fundamental importância. Em razão disso, é recomendável que os pais não se esqueçam das conquistas dos seus filhos. Se o bebê começa a andar, mas os maiores vêem a situação como uma obrigação, e não como uma conquista do bebê, a criatura não se sentirá suficientemente estimulada a seguir se esforçando para conseguir outras conquistas, para superar-se.

O importante em todo o processo de crescimento dos nossos filhos é que demos a eles a possibilidade de ser, de sentir-se bem com eles mesmos. Que nosso esforço esteja vinculado ao afeto, ao carinho, à observação, a valorizar suas qualidades, e apoiá-los quando algo vai mal. E para isso é necessário conhecê-los a cada dia, favorecendo os encontros, as conversas, e o contato físico.

A autoestima construída na infância acompanha o indivíduo durante toda a sua vida. É exatamente por isso que saber identificar desde cedo quando ela está baixa é essencial para que maiores problemas sejam evitados na vida adulta e para que ele se consolide como uma pessoa centrada e equilibrada.

A esta altura você poderá dizer: “Mas isso não me diz respeito, porque amo meu filho e acho que ele tem valor.” O ponto principal não é “Se você ama seu filho”, e sim “Se ele se sente amado.”

E há uma grande diferença entre ser amado e sentir-se amado.
Por mais estranho que pareça, muitos pais têm certeza de que amam os filhos, mas, de algum modo, as crianças não percebem tal afeição. Esses pais não foram capazes de comunicar o seu amor.

Fonte:

Texto escrito por Gabriela Camarotti

Fontes: Miguel Lucas, Psicólogo preparador mental de atletas e equipes desportivas;

Site Escola da Psicologia (www.escolapsicologia.com); Dorothy C Briggs, autora do livro “A autoestima do seu filho”.

Posts

Movimento: por que ele é tão importante

movimento

Um dos primeiros movimentos que os bebês executam logo ao nascer é sugar. Com o passar do tempo, o repertório aumenta e é aperfeiçoado com base no contato com o entorno, as pessoas e os objetos. Essa oportunidade é importante para garantir a sobrevivência dos pequenos e a comunicação deles com o ambiente antes da aquisição da linguagem oral. Por meio de gestos, eles exploram e conhecem o mundo em que vivem. Esse estágio foi descrito como sensório-motor (ou projetivo) pelo médico, psicólogo e filósofo francês Henri Wallon (1879-1962).

Na creche, trabalhar a temática do movimento requer planejamento. A ausência de berços, somada a atividades de dança que envolvem gestos repetitivos e coreografados e os tradicionais circuitos que desafiam a turma a descer, subir, rolar, entrar e sair, é interessante. Mas é preciso garantir ainda mais, pensar em propostas que desafiem as crianças constantemente a ir e vir, a explorar ações que ainda desconheçam, a experimentar sensações e a conhecer o próprio corpo, possibilidades e limites. Para isso, organizar a sala com elementos pertinentes e espaços livres é essencial.

Atividade permanente: desafio corporal

A importância de rolar, pular e dançar

Não existe uma fórmula para criar um ambiente corporalmente desafiador. No entanto, bons exemplos podem ajudar, mostrando como o espaço deve ser organizado para favorecer a pesquisa de movimentos e a estimulação dos sentidos da criançada. A foto acima apresenta uma das salas da CEI Nossa Senhora das Graças. Observe que a diversidade é contemplada para além do tipo de objeto. A disposição e o tamanho de cada um são pensados pelos educadores.

Essa preocupação, de acordo com o livro Educação de Bebés em Infantários (Jacalyn Post e Mary Hohmann, Ed. Fundação Calouste Gulbenkian, 380 págs., edição esgotada), é importante para incentivar diversas interações. Objetos grandes e pequenos, colocados no alto e mais próximos ao chão, permitem que os bebês investiguem meios de alcançar todos eles. Além disso, garantir que na sala existam peças grandes, como as de mobiliário, evita que eles vejam o adulto como um gigante.

Além de garantir um bom trabalho com movimento, essas intervenções rendem frutos para a construção e o desenvolvimento da autonomia e da identidade, outro eixo fundamental na Educação Infantil. Segundo Ana Lúcia Bresciane, psicóloga e formadora de professores, o desenvolvimento motor favorece as descobertas e a expressão de sensações e sentimentos, promovendo a comunicação segundo as marcas simbólicas, próprias da cultura infantil. Nara de Oliveira, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), completa: “Pensar de forma opositiva, corpo versus mente, só reforça estereótipos”. Então, aproveite ao máximo as oportunidades de pôr a turma para se mexer.

Fonte: Nova Escola

Posts

O que fazer com os pequenos no período de férias?

ferias

As crianças desta geração têm vivido dias “intensos”, repletos de compromissos, e de muita cobrança dos pais para tirarem as melhores notas, falarem outro idioma, se destacarem nos esportes, tocarem instrumentos musicais…

Por todas estas razões, no mundo deles hoje há menos espaço para a leitura, para o sonho, para a arte e para, simplesmente, brincar e fantasiar. A brincadeira ajuda a desenvolver a noção espacial e corporal, a capacidade de solucionar problemas, a criatividade, a imaginação, a autonomia, entre tantas outras habilidades essenciais para o desenvolvimento cognitivo, e o consequente processo de aprendizagem.

O período de férias serve como uma “digestão cerebral”. As crianças precisam de um tempo para processar as informações novas, para elas muitas vezes difíceis. O cérebro da criança vai consolidando todo o conhecimento adquirido durante os seis primeiros meses de aula, além de receber o merecido descanso. Elas precisam disso!

Algumas brincadeiras e atividades estimulam o cérebro das crianças e ajudam muito no seu desenvolvimento. Se as crianças recebem um excesso de cobrança e de informações para as quais ainda não estão preparadas (a falta de maturidade), podem criar um bloqueio mental, uma negação ao processo de aprendizagem.

Com o movimento e as brincadeiras elas  desenvolvem as “representações mentais”, que são fundamentais para a organização do raciocínio lógico e a construção do conhecimento.

Durante as férias, nenhuma atividade deve ser caracterizada como “reforço escolar”, as crianças precisam do descanso físico e emocional. Os pais precisam estar atentos aos programas realizados pelos filhos, e às propostas oferecidas pelas colônias de férias. Aquelas colônias que forem organizadas e orientadas por profissionais que realmente entendam das necessidades infantis e do processo de aprendizagem, oferecerão apenas atividades de recreação e lazer, jamais de reforço do conhecimento adquirido no primeiro semestre.

O importante para o período de férias é fugir da rotina escolar, brincar livremente e descansar. Assim, voltarão felizes e prontos para receberem a nova carga de conteúdo e conhecimento.

Preparamos uma longa lista, com sugestões para uma diversão em família! Esperamos que aproveitem e desejamos ótimas férias aos nossos pequenos!

  • Festival de Teatro Para Crianças de Pernambuco

Apresentamos o 12º Festival de Teatro Para Crianças de Pernambuco, que vai de 04 de julho até 02 de agosto. Os espetáculos acontecem sempre aos sábados e domingos. Uma notícia boa é que as peças estarão em cartaz com preços acessíveis: R$20 (inteira) e R$10 (meia para crianças, estudantes e idosos, os dois últimos mediante a apresentação de documento). O evento faz uma homenagem aos artistas pernambucanos Mônica Vilarim e Roberto Costa.

TEATROS

  • TEATRO DE SANTA ISABEL (Praça da República)

04 e 05 de julho de 2015 às 16h30 – A Bela e a Fera

O espetáculo conta a história de um príncipe rico e arrogante, que ao negar abrigo a uma feiticeira disfarçada de velhinha e julgá-la pela aparência, é condenado a viver como uma fera para sempre em seu castelo. Classifcação indicatica: livre

25 e 26 de julho de 2015 às 16h30 – Aladdin e o Gênio da Lâmpada.

Esta é mais uma produção da Companhia do Sol. Adaptado do conto árabe Aladin e a Lâmpada Maravilhosa que ficou conhecido no ocidente graças ao francês Antoine Galland quando publicou o conto na coletânea As Mil e Uma Noites . A montagem teatral é um musical que apresenta uma plástica exuberante onde a cenografia inventiva dá um toque artístico, misturando o clássico com o moderno. Classificação etária: Livre.

  • TEATRO LUIZ MENDONÇA (Parque Dona Lindu/Boa Viagem)

 04 e 05 de julho de 2015, às 16h30 – Era Uma Vez no Gelo – Frozen – Musical baseado no conto do dinamarquês Hans Christian Andersen: A Rainha da Neve. A história gira em torno do bem e do mal, valorizando o amor. A montagem teatral pernambucana leva à cena duas irmãs que ainda crianças são impedidas de brincarem juntas, pois tudo que Elsa, a mais velha, toca transforma-se em gelo. Por isso, ela e a caçula Anna crescem afastadas. Com a morte dos pais, Elsa deverá assumir o trono herdado. E muita aventura até lá acontecerá. Classificação etária: livre.

11 e 12 de julho de 2015, às 16h30 – Os Três Coroados – Adaptação de um conto da literatura oral para o teatro feita por Luiz Felipe Botelho que conta a história de Nonna, uma mulher que vem para o nosso mundo cumprir a missão de salvar seus três filhos adotivos, vítimas de um feitiço lançado por suas tias. Em sua jornada Nonna passará por lugares misteriosos e encontrará seres fantásticos que vão costurar com ela a trama desta história. A encenação dialoga com manifestações e folguedos populares como o cavalo marinho, o maracatu rural e os caboclinhos, trazendo para a cena elementos do universo da tradição popular pernambucana. Classificação etária: livre.

25 e 26 de julho de 2015, às 16h30 – A Lenda do Sapo do Tarô-Bequê – A fábula escrita pelo amazonense Márcio Souza é baseada em lendas originais do alto Amazonas. Levada para os palcos por um dos ícones do teatro pernambucano José Francisco filho, o espetáculo transporta o público ao mundo encantado das histórias fantásticas. Uma oportunidade de crianças, jovens e adultos conhecerem personagens, animais, seres encantados, comidas, hábitos e plantas de uma região que conserva riquezas e mistérios do Brasil. Em cena, o sapo Tarô-Bequê convence o Cainhamé de que é bom ser gente. De tanto insistir, Caiamé transforma o Tarô-Bequê em um guerreiro. Vendo a solidão do guerreiro, Cainh amé, faz surgirde um cipó a moça Juriti pela qual o Sapo gente se apaixona. A trama se desenvolve cheia de suspensee aventura. E, na luta contra o mal, apenas uma condição é dada ao sapo Tarô-Bequê, representadapelo Urubu-Rei e Mucura…

01 e 02 de agosto de 2015, às 16h30 – Meu Reino Por Um Drama – Fábula musical que conta a história de uma Abelha Rainha em crise por achar que a sua vida é boa demais. Em busca de um drama, deixa a colmeia para tentar uma nova vida. A partir daí, se depara com várias situações, com a tentativa de fazer novas amizades. Na sua busca pessoal encontra as joaninhas e as formigas, e começa a perceber que o mundo fora da colmeia parece não ser tão amigável como imaginava.

  • TEATRO CAPIBA (Sesc Casa Amarela)

11 e 12 de julho de 2015 / 16h30 Entre Janelas – O espetáculo encena a história de um menino e seu melhor amigo: um cachorro chamado Pitu! Uma amizade feita de brincadeiras no quintal e muito corre-corre. Um dia o menino ganha um presente incrível: um computador. Na janela do notebook ele abre várias outras janelas e pode ir para qualquer lugar sem sair de seu quarto. Agora sua brincadeira é ali: à frente daquela janelinha de luz. Do lado defora, Pitu espera por um momento de brincadeira, mas seu companheiro agora não tem mais tempopara ele, está muito impressionado com seu novo amigo tecnológico. O cachorro desprezado então foge. Quando percebe a fuga, arrependido por não ter sido um bom amigo, o menino parte a procurado cão. Ele terá que descobrir uma forma de encontrar seu velho amigo e se reconectar a ele. A concepção cênica visa mesclar a linguagem de animação corporal desenvolvida pela Tato, com a pesquisa de construção de boneco de balcão desenvolvida por Eduardo Santos. Mantém-se a proposta de dramaturgia física da Cia, sem o uso de palavras e tendo avocalização como exploração sonora além da utilização das mãos dos manipuladores como partefundamental na composição do boneco. Não se trata de um boneco manipulado, é um corpo animado que, adicionado a mecanismos, ganha outra forma e novas possibilidades de movimento. Classificação etária: A partir de 05 anos. Realização: Tato Criações Cênicas / Curitiba – PR. Livremente inspirado no livro “Uma Janela entre Dois Amigos”, de Gustavo Gaivota.

18 e 19 de julho de 2015, às 16h30 – Sebastiana e Severina – Quando a história começa, o tempo havia passado e as duas rendeiras, que já não dispõem da beleza da juventude, acalentam um sonho em meio a monotonia dos seus dias: desejam encontrar “um príncipe encantado” para casar. A chegada de Chico (um homem bonito, alto e inteligente) à cidade de Umbuzeiro, desperta logo o interesse das moças que, para cativar o coração do visitante, valem-se de: cantar belas canções, fazer a renda mais bonita e até invocar os poderes mágicos de Dona Zefinha, a grande feiticeira da cidade. Mas o destino lhes prega uma grande peça e só então é que Sebastiana e Severina descobrem o valor da verdadeira amizade. À moda dos repentes, cordéis e loas contados e cantados pela tradição popular nordestina, o livro escrito por André Neves apresenta os valores culturais, as comidas típicas, as cantigas populares, o artesanato, “o saber e o fazer” em prosa e verso, levando o leitor a entrar no clima da história retratada. Desta feita, com suas rimas e prosas da gente do interior, a montagem dirigida por Claudio Lira pretende (tal qual o livro) fazer com que cada espectador sinta-se convidado para os festejos ao padroeiro da cidade de Umbuzeiro.

25 e 26 de julho de 2015, às 16h30 – Pinocchio – Olhos de Madeira – Recriação cênica de um conto clássico narrado por seu protagonista principal, que reconstrói seu passado esquecido e fragmentado para então transitar por seu presente e olhar para o futuro, partindo de seu antigo olhar cor de madeira. Entre os desafios da montagem, faz-se presente a busca de resgatar a infância esquecida. Através dos elementos que compõem a antiga “casinha italiana”, o narrador se utiliza destes objetos, até então realistas, para transformá-los em alguns personagens ilusórios que fazem parte da infância abandonada. Um biombo se transforma em mar aos olhos da plateia, uma simples mesa de madeira torna-se um misterioso cemitério e um velho baú revela-se num fantástico teatro de marionetes. E em meio a tantas reviravoltas ilusionistas, ganham vida distintos personagens: Um fole em coruja, um cachecol em raposa, um jornal em barco e de uma pequena centelha de fogo surge a consciência de Pinocchio. Neste universo de resgate e magia, elucida-se aos olhos do espectador, um personagem que busca a todo custo trazer à tona sua infância adormecida.

  • TEATRO MARCO CAMAROTTI (Sesc Santo Amaro)

11 e 12 de julho de 2015, às 16h30 – Chico e Flor Contra os Monstros na Ilha do Fogo – Chico é um barqueiro que já navegou o rio de cima e o rio de baixo e conhece o São Francisco como ninguém. Ancorado nas margens do rio médio vive inventando histórias e figuras criadas de sua memória e imaginação. Ele sonha um dia voltar a encontrar seu pai e sua mãe que sumiram em uma noite de chuva numa viagem de barco. Para isto tem que realizar uma missão: destruir os monstros na Ilha do Fogo, pois assim libertará as lendas que levararão ele a reencontrar sua família. Flor é amiga de Chico, uma menina cheia de curiosidade, sapeca e destemida e que ao conhecer a história do barqueiro deseja unir-se a ele nessa aventura. Chico então prepara Flor em um intenso treinamento de uma verdadeira batalha por meio de um jogo lúdico, e apresenta a ela seus conhecimentos sobre aslendas e histórias encantadas. Neste espetáculo, a Cia Biruta convida o público a navegar pelo universo ribeirinho e se aproximar das lendas e monstros que encantam e assombram o imaginário popular – e a realidade – do passado e do presente.

18 e 19 de julho de 2015 / 16h30 – Pluft, o Fantasminha – A peça conta a história do rapto da Menina Maribel pelo cruel Pirata Perna-de-Pau. O vilão esconde a menina no sótão de uma velha casa abandonada, onde vive uma família de fantasmas. A trama se concentra na procura do tesouro do avô da menina, o Capitão Bonança, que morreu no mar deixando, a sua herança: o tesouro. Mas a grande chave da poesia teatral criada pela autora é a amizade que surge entre a Menina Maribel e o Fantasminha Pluft. Escrita em 1955, é a peça mais popular da dramaturga Maria Clara Machado, e até hoje, é montada em vários lugares do Brasil e exterior. Classificação: recomendado para crianças a partir de 3 anos.

  • TEATRO DO RIO MAR

04 e 05 de julho de 2015, às 16h00 – Cantabicho -com Carol Levy.

Seu DVD “Contarola” lançado em agosto de 2013, transformou Carol na primeira contadora de histórias a integrar o Netflix e originou o programa “Contarolando com Carol Levy”, que teve 13 episódios em sua primeira temporada na Rede Globo Nordeste. O espetáculo “CantaBicho”, como todos os da pernambucana, é marcado por apresentações musicais com banda ao vivo, intercalado de histórias e brincadeiras interativas com o público infantil. Com direção geral de Luciano Pontes e direção musical de Carlinhos Borges, que também assume os teclados e programações, o show terá Cacá Barreto (baixo), Frederica Bourgeois (flauta) e Lara Klaus (percussão). Além das inéditas do disco, alguns sucessos já cantados de cor pelos fãs da cantora estarão no repertório, como “Ventilador de teto”, “Lobo legal” e “Pangaré”. Em agosto, Carol leva o show para Salvador e Fortaleza.

  • TEATRO ALFREDO DE OLIVEIRA

A BICHARADAO espetáculo, escrito e dirigido por Carlos Mallcom, é inspirado no clássico Os Saltimbancos. Cinco animais, por não serem reconhecidos por seus talentos, decidem se juntar para forma um grupo musical. Onde: Teatro Alfredo de Oliveira (Praça Osvaldo Cruz, 412A – Soledade, Recife). Quando: Domingos. Horário: 16h30. Valor: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

TRÊS PORQUINHAS- As aventuras vivenciadas por três porquinhas na fábula infantil pretendem ensinar às crianças a importância da higiene pessoal, da ajuda ao próximo, além de ensinar boas maneiras. Onde: Teatro Alfredo de Oliveira (Praça Osvaldo Cruz, 412A – Soledade, Recife). Quando: Domingos. Horário: 10h30. Valor: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

  • TEATRO ARRAIAL

PALHAÇADAS E HISTÓRIAS DE UM CIRCO SEM LONA – O comédia infantil conta a história da dupla Risada e Risadinha que trabalham em um circo que, um dia, acaba pegando fogo. Sendo assim, a duplinha barulhenta fica sem ter onde morar. A peça estreia no dia 24 de maio. Onde: Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista). Quando: Domingos, às 16h (até 26 de julho). Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Informações: 3184-3057

  • TEATRO VALDEMAR DE OLIVEIRA

PIRATAS E PRINCESAS – O ESPETÁCULO – O grupo Showlândia estreia a peça Piratas e princesas – o espetáculo, que fica em cartaz às 16h30 dos domingos no Teatro Valdemar de Oliveira (Praça Oswaldo Cruz, 411, Soledade). A princesa Sofia e o pirata Jake tentam superar as dificuldades em um espetáculo com várias trocas de cenário. Ingresso: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia). Informações: 3222-1284.

  • TEATRO GUARARAPES

DISNEY LIVE

DIAS: 09 A 12 DE JULHO

LOCAL: TEATRO GUARARAPES

CINEMA

DIVERTIDAMENTE (SINOPSE E DETALHES)

Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle – e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente.

MINIONS (SINOPSE E DETALHES)

Livre
Seres amarelos unicelulares e milenares, os minions têm uma missão: servir os maiores vilões. Em depressão desde a morte de seu antigo mestre, eles tentam encontrar um novo chefe. Três voluntários, Kevin, Stuart e Bob, vão até uma convenção de vilões nos Estados Unidos e lá se encantam com Scarlet Overkill (Sandra Bullock), que ambiciona ser a primeira mulher a dominar o mundo.

DETONA RALPH  

De 11 a 26 de julho

CINEMA DO RIO MAR

HORA: 11hs

MUSEUS

Quem mora ou visita Recife não pode deixar de conhecer os equipamentos culturais disponíveis na cidade que contam a história da cultura do Nordeste brasileiro.  Tem lugares bacanas para visitar com toda família e saber um pouco mais sobre os costumes do povo pernambucano.

  • MUSEU DO TREM

Com uma média de visitação de 800 pessoas por dia, a Estação Central Capiba, no Bairro de São José, tornou-se o novo xodó dos recifenses. O mais novo equipamento cultural do Governo do Estado abriga o requalificado Museu do Trem, que é considerado o primeiro do Brasil e o segundo do gênero da América Latina. Tendo Gilberto Freyre como patrono, o Museu do Trem foi inaugurado em 25 de outubro 1972 e desativado em outubro de 1983. O espaço conta com a exposição Chegada e Partida – A Memória do Trem em Pernambuco, com curadoria do museólogo Aluízio Câmara. A exposição conta com mais de 500 peças sobre a história ferroviária de Pernambuco, através de documentos e antigos objetos, como bilheterias e relógios, locomotivas a vapor e até um vagão.

Estação Central Capiba/ Museu do Trem

Rua Floriano Peixoto, s/n, São José (Centro do Recife)
Visitação: Terça a sexta, das 9h às 17h. Sábados e domingos, das 10h às 17h
Entrada: Gratuita. Telefone para agendamento: (81) 3184 3097

  • MUSEU CAIS DO SERTÃO

Um dos equipamentos culturais da cidade mais interessantes para ser visitado com espaço interativo e multicolorido que faz uma bela homenagem a um dos mais conhecidos pernambucanos: Luiz Gonzaga. No local o visitante tem,  através dos recursos tecnológicos multimídia,  uma ideia de como é o Sertão pernambucano.  Na sala de música é possível, com ajuda dos instrutores que estão no local, tocar um dos instrumentos típicos da Região Nordestina. O passeio é uma imersão na cultura pernambucana com os acessórios disponíveis no lugar como totens de áudio, telas touchscreen e salas de vídeo.

Museu Cais do Sertão

Endereço: Av. Alfredo Lisboa, s/n. Bairro do Recife.
Entrada: Na terça-feira a entrada é gratuita. Da quarta-feira até domingo: R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia). Informações: (81)3089-2974.

  • PAÇO DO FREVO

Um espaço dedicado ao Frevo para contar sua trajetória as futuras gerações e promover à difusão, ser um local de pesquisa, entretenimento e proporcionar formação nas áreas da dança e música do frevo. É  um ótimo local para um passeio em família e com amigos para conhecer um pouco mais sobre toda história do Frevo.

Paço do Frevo

Endereço: Praça do Arsenal da Marinha, S/N. Bairro do Recife.
Entrada: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (estudantes e maiores de 60 anos). Informações: (81) 3355-9527

  • CASA DA CULTURA

Localizada às margens do Rio Capibaribe, a Casa da Cultura é um dos maiores polos de comercialização de artesanato do Recife e um dos cartões postais do estado. O imponente prédio onde está instalada foi construído para abrigar a antiga Casa de Detenção do Recife, que permaneceu por mais de um século como a mais importante penitenciária de Pernambuco. Hoje, as antigas celas são ocupadas por lojas, associações culturais e lanchonetes. A Casa conta ainda com teatro e anfiteatro que acolhem ações formativas e espetáculos de dança, música e teatro promovidos ou apoiados pelo Governo do Estado através da Fundarpe.

Casa da Cultura: Cais da Detenção, s/n, Santo Antônio, Recife – PE
Entrada: Gratuita. Informações:  (81) 3184 3151

  • INSTITUTO RICARDO BRENNAND

O espaço cultural é um local belíssimo e um passeio que toda família vai gostar. Fica localizado a 14 quilômetros do centro da cidade do Recife. O Instituto Ricardo Brennand é considerado um dos mais importantes centros culturais brasileiros. É um local que tem como missão promover  a cultura através da história, da arte e da educação (arte-educação). Instituto Ricardo Brennand. Endereço: Alameda Antônio Brennand, S/N – Várzea. Fone: (81) 2121-0352 / 2121-0365. Horário de Funcionamento: De terça a domingo das 13h às 17h. Ingressos:  R$ 20,00 e R$ 10,00 (Pessoas com deficiência, estudantes, professores e acima de 60 anos mediante documento comprobatório). Crianças com idade até 7 anos não pagam.

Colônia de férias

  • Instituto do Movimento
    No Instituto do Movimento, localizado na Imbiribeira, Zona Sul do Recife, os pequenos também podem aproveitar as férias para fazer exercícios físicos de forma lúdica. O espaço, especializado em treinamento funcional, preparou uma colônia de férias com atividades que aliam diversão, coordenação motora e equilíbrio. Crianças de 4 a 9 anos podem participar dos exercícios, sempre acompanhados por professores. As aulas vão de segunda a quinta-feira, das 9h30 às 11h30, durante todo o mês de julho. Mais informações podem ser obtidas no telefone 3019.4409.

Serviço: Colônia de férias do Instituto do Movimento
Onde: Rua Gonçalves de Magalhães, 699, dentro do Recife Tênis Clube
Quando: De 1 a 30 de julho, de segunda a quinta-feira. Das 9h30 às 11h30
Mais informações: 3019.4409

  • Instituto Ricardo Brennand

Artes e gastronomia são o foco das atividades de férias do Instituto Ricardo Brennand, localizado na Várzea, Zona Oeste do Recife. Em cada semana do mês de julho, oficinas diferentes serão oferecidas para as crianças de 3 a 5 anos, 6 a 8 anos ou 9 a 12 anos. Cada oficina trabalha uma expressão artística diferente, de acordo com a faixa etária dos inscritos.

De 7 a 10 de julho, as crianças poderão aprender dicas de culinária ou fotografia, além de fazer experimentos multissensoriais. Na segunda semana, a gastronomia continua sendo ensinada. Esculturas em papel machê e experimentos cinematográficos completam a programação. Já a terceira semana de atividades foca nas brincadeiras populares e no teatro. Nos últimos cursos, serão dadas dicas de origami, customização e culinária. Veja a programação completa abaixo. Cada oficina tem quatro dias de duração. Em cada dia, o encontro dura quatro horas. Até 16 crianças podem participar das turmas. Cada oficina custa R$200.

Serviço:
Oficina de Férias

Onde: Instituto Ricardo Brennand – Alameda Antônio Brennand, s/n – Várzea
Quando: De 7 a 31 de Julho de 2015
Valor: R$ 200,00
Informações: (81) 2121-0349 / 0352
E-mail: formacao.oficinas@institutoricardobrennand.org.br

Programação:
07 a 10 de julho

Das 8h às 12h
Oficina: Chefs no Museu
Oficinas: Fotografia e Crianças: Pequenos Olhares, Grandes Imagens

Das 13h30h às 17h30
Oficina: Crianças no Museu: Experimentos Multissensoriais
Oficina: Faça você Meso

 

14 a 17 de julho
Das 8h às 12h
Oficina: Arte no Prato
Oficinas: Cinema de ficção: Uma Odisséia no Museu

Das 13h30h às 17h30
Oficina: Respeitável Público…
Oficina: Pequeno Escritor

21 a 24 de julho
Das 8h às 12h
Oficina: Brincadeiras que os nossos pais brincavam
Oficinas: Marionetes: “O mundo em Minhas Mãos”

Das 13h30h às 17h30
Oficina: Abram as Cortinas – Teatro no Museu

28 a 31 de julho
Das 8h às 12h
Oficina: Chefes no Museu
Oficinas: Meu bicho de bolso

Das 13h30h às 17h30
Oficina: Customizando

  • Escolinha de Arte do Recife
    As crianças que gostam de arte também podem aproveitar as férias para aprender um pouco mais na Escolinha de Arte do Recife, nas Graças, área central da cidade. Mas, lá, o curso de férias dura um mês e vai mostrar aos inscritos artistas de diferentes linguagens. As aulas vão de 6 a 30 de julho.

Neste ano, o curso vai homenagear o artista pernambucano Daniel Santiago e será dividido em quatro módulos diferentes: Daniel Santiago, Lígia Clark, Hélio Oiticica e Lygia Pape. Experiências sensoriais, atividades artísticas e lúdicas facilitam o entendimento das crianças. De acordo com a escola, o objetivo é desenvolver a percepção, a imaginação e a capacidade crítica dos alunos.

Serviço:
Curso de férias da Escolinha de Arte do Recife

Onde: Rua do Cupim, 124, Graças
Mais informações: (81) 3222.0050
escolinhadearte.recife@gmail.com

  • Mamam

O Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Mamam) também tem oficinas de arte voltadas para as crianças neste mês de julho. Entre as opções, há vivência com argila, oficina de desenho e colagem, gravura em isopor, esculturas com papelão, pintura e estamparia. As aulas são diárias e custam até R$ 120. A programação completa está disponível no site do Mamam.

Serviço:
Oficinas de artes do Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Mamam)
Onde: Rua da União, 88, Boa Vista
Mais informações: (81) 3355.6870
goretti.mamam@gmail.com

  • Shopping Guararapes

O Shopping Guararapes, em Jaboatão, no Grande Recife, recebe o projeto Crianças no Espaço: Missão espacial do astronauta Marcos Pontes. Quem for ao local vai descobrir curiosidades sobre descobertas espaciais em uma exposição interativa, onde também é possível experimentar sensações vividas por astronautas. Entre as atrações estão, ainda, réplicas de veículos lunares e terrestres, como foguetões e satélites.

As atrações montadas na Praça de Eventos estão divididas por módulos, que vão desde o terrestre até o lunar. Para entrar no clima, a criançada se veste como um verdadeiro astronauta durante a visita guiada. A entrada custa R$ 15 por cada 30 minutos de passeio, recomendado para meninos e meninas que têm mais de três anos.

Serviço:
Crianças no Espaço: Missão espacial do astronauta Marcos Pontes
De quarta (1º) a 2 de agosto. De segunda a sábado, das 9h às 22h; e aos domingos, das 12h às 21h
Shopping Guararapes, Av. Barreto de Menezes, nº 800, Piedade, Jaboatão dos Guararapes

Para entrar no clima, a criançada se veste como um verdadeiro astronauta durante a visita guiada (Foto: Divulgação/Shopping Guararapes)

  • Zepelim

Nos Sábados, das 10:30h às 11:30h, no Jardim do The Garden (Piedade) as lojas Zepelim e Reinoceronte estão promovendo manhãs lúdicas. Cada sábado uma atividade diferente, mas sempre com muita diversão para as crianças. Vagas Limitadas – Gratuito Das 10:30h às 11:30h, no Jardim do The Garden (Piedade) as lojas Zepelim e Reinoceronte estão promovendo manhãs lúdicas. Cada sábado uma atividade diferente, mas sempre com muita diversão para as crianças. Vagas Limitadas. Entada Gratuita