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Brincadeiras Sexuais

meninos e meninas

Brincadeiras sexuais fazem parte do desenvolvimento da criança. O que varia são os tipos de brincadeira, de acordo com o repertório e curiosidade de cada um. Isso pode não ter nada a ver com a estrutura familiar ou caso de abuso.

Situações em que uma criança queira colocar o pênis em outra criança, uma colocar o pênis na boca da outra, olhar “detalhadamente” a genitália do colega ou tocar, podem acontecer. Parece desesperador para os pais, mas não devemos valorizar tanto a forma como a criança brincou, e sim com quem ela brincou, e o “porquê” daquela brincadeira.

Isso só é prejudicial ao desenvolvimento pessoal da criança quando a brincadeira ocorre com outra mais velha, cujos interesses sexuais podem ser muito diferentes e ela sair machucada.

Muitas vezes as brincadeiras são para provar coragem, para mostrar que uma ou outra criança é a desafiadora da turma… Ou seja: eles sabem que a brincadeira não é aceitável, mas não pelos motivos que os adultos imaginam. As crianças não têm a malícia sexual, o que elas têm é a curiosidade, que deve ser saciada cada vez que os pais virem algo desse tipo. Por mais “assustadora” que seja para nós, as brincadeiras são um desafio às normas socialmente estabelecidas, o que é normal para a idade.

Em uma conversa, devemos mostrar para os pequenos a importância do corpo de cada um, explicando que nele há partes que todo mundo pode ver e até tocar, com a permissão deles. Mas existem outras – como o pênis ou a vagina – que são da nossa intimidade, não devem ficar à mostra e nem ser tocado em brincadeiras. Além disso, devemos mostrar que existem muitas formas de coragem, como por exemplo, assumir um erro, enfrentar um colega que queira lhe agredir, defender um amigo, pedir ajuda quando precisa… E que se um colega tem coragem para uma determinada coisa, o outro pode ter para outra. Não precisa de provas para que eles se descubram corajosos: no dia a dia eles já são testados com as obrigações e oportunidades que surgem na escola, na sala de aula, na família, na relação com os amigos. Para finalizar, devemos deixar bem claros os limites para aquele tipo de brincadeira: não era para se repetir.

A masturbação

Nestas fases de descoberta, a criança passa a conhecer seu corpo e suas sensações. É comum que a criança se toque, e não podemos repreendê-la por isso, devemos sim, orientar que aquele é um momento pessoal, que outras pessoas não precisam ver, etc. Isso é natural no desenvolvimento infantil. Contudo, quando a criança deixa de fazer outras atividades para ficar se tocando, isso não é natural, significa que ela está canalizando outras “tensões”, angústias para aquele ato.

Quanto ao termo “masturbação”, usamos as palavras “tocar/acariciar”, pois no termo masturbação há uma intenção sexual e orgástica que a criança ainda não apresenta, por isso em situações de stress ou ansiedade elas podem se tocar várias vezes por dia. Se observarem que a criança se toca de forma insistente e compulsiva, é necessário ficarmos atentos às questões que fogem da descoberta da sensação de prazer. Esta criança certamente está precisando de ajuda para outras questões emocionais.

Texto escrito por Gabriela Camarotti

Fontes:

Blog Direto ao Ponto

Revista Nova Escola – Edições Outubro e Dezembro/14

Matéria com a Educadora Sexual Maria Helena Vilela

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